Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Tecnologia Urbana

Cidades inteligentes não se constroem apenas com tecnologia: a inteligência começa no bairro

Com o crescimento da Grande Vitória, soluções não só em tecnologia são necessárias para a fluidez da vida urbana

Publicado em 16 de Fevereiro de 2026 às 01:58

Públicado em 

16 fev 2026 às 01:58
Mercado Imobiliário

Colunista

Mercado Imobiliário

hubimobi@redegazeta.com.br

Sandro Carlesso
A Região Metropolitana da Grande Vitória tem mais de 2 milhões de habitantes, segundo estimativa de 2025 do IBGE. Crédito: Shutterstock
Cidades inteligentes não se constroem apenas com tecnologia. Elas começam no território, na forma como moradia, trabalho, serviços e mobilidade se organizam no dia a dia das pessoas. Quando essas funções se aproximam, o tempo rende mais, os deslocamentos diminuem e a vida urbana ganha fluidez.
Em bairros consolidados da Grande Vitória, esse debate se torna ainda mais urgente. A capital, com sua área territorial limitada e população concentrada, lidera o ranking de densidade demográfica no Espírito Santo, segundo o IBGE. Isso pressiona a infraestrutura e exige soluções urbanas capazes de integrar usos e otimizar espaços já ocupados.
Experiências internacionais ajudam a ilustrar esse caminho. O conceito da “cidade de 15 minutos”, adotado em Paris e replicado em outras capitais europeias, parte de uma ideia simples: garantir que serviços essenciais estejam acessíveis a pé ou de bicicleta. O resultado tem sido redução de emissões, fortalecimento do comércio local e melhora perceptível na qualidade de vida.
No Brasil, esse movimento começa a aparecer em projetos que combinam habitação, áreas comerciais, espaços de trabalho e serviços em um mesmo perímetro. Não se trata de criar estruturas isoladas, mas de fortalecer o bairro como centralidade viva, capaz de atender às demandas cotidianas sem depender exclusivamente do automóvel.
Sustentabilidade entra como elemento estruturante. Infraestrutura para veículos elétricos, incentivo à mobilidade ativa, geração de energia limpa, eficiência construtiva e áreas compartilhadas deixaram de ser diferenciais e passaram a compor o planejamento urbano contemporâneo. Quando bem aplicadas, essas soluções reduzem custos operacionais e tornam as cidades mais resilientes.
Outro ponto central é a diversidade de usos. Morar perto do trabalho, resolver tarefas a pé, acessar serviços rapidamente e contar com espaços de convivência impacta diretamente o bem-estar das pessoas. Cidades inteligentes são aquelas que economizam tempo, um ativo cada vez mais escasso.
O urbanista dinamarquês Jan Gehl resume bem essa responsabilidade ao afirmar: “First we shape the cities — then they shape us” (“Primeiro moldamos as cidades, depois elas nos moldam”). Cada decisão de projeto, cada escolha de infraestrutura e cada integração urbana reverbera no cotidiano de quem vive esses espaços.
Na Grande Vitória, diversas iniciativas apontam para essa transformação, com projetos mais integrados e maior atenção à escala do bairro. No fim, inteligência urbana não está apenas nos sistemas. Está nas escolhas e começa onde a vida acontece: perto de casa.

Mercado Imobiliário

Analises semanais do setor de imoveis com especialistas da Associacao das Empresas do Mercado Imobiliario (Ademi-ES), Conselho Regional de Corretores de Imoveis (Creci-ES) e Sindicato Patronal de Condominios (Sipces).

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Mulher roncando
Roncar é perigoso? Especialista explica os riscos e como tratar o problema
Cantor Roberto Carlos comemora os 85 anos em show em Cachoeiro de Itapemirim
Roberto Carlos emociona fãs em show de aniversário em Cachoeiro de Itapemirim
Imagem de destaque
'O dilema de Malaca': por que outra passagem crítica para a navegação gera preocupação no comércio global

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados