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Sociedade

Brasil alcança as menores taxas de pobreza e miséria dos últimos 11 anos

Entre 2022 e 2023, mais de 8,5 milhões de indivíduos saíram da pobreza e cerca de 3,1 milhões de pessoas deixaram a miséria no Brasil. A desigualdade regional das taxas de pobreza ainda continua sendo um desafio para uma nação com mais justiça social

Publicado em 12 de Junho de 2024 às 02:15

Públicado em 

12 jun 2024 às 02:15
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Em 19 de abril, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados sobre rendimento de todas as fontes, relativas ao ano de 2023, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). No mesmo dia a equipe de ciência de dados e de socioeconomia do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) se debruçou no cálculo das taxas de pobreza e extrema pobreza do Brasil.
Para isso foram consideradas as linhas de pobreza e miséria do Banco Mundial, a saber, US$ 6,85 per capita/dia e US$ 2,15 per capita/dia, respectivamente. Essas linhas foram convertidas pela Paridade de Poder de Compra (PPC/2017). Nesse sentido, os valores mensais das linhas de pobreza e extrema pobreza tomadas como referências no país foram R$ 664,02 e R$ 208,42 per capita, a valores de 2023.
Na comparação de 2022 e 2023 a taxa de pobreza do Brasil reduziu de 31,6% para 27,5%. Essa foi a menor taxa desde 2012. Em 2023 o país tinha cerca de 59 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza. Mais de 8,5 milhões de indivíduos saíram da pobreza nesse último ano.
A taxa de extrema pobreza diminuiu de 5,9% para 4,4% entre 2022 e 2023. A miséria alcançou o menor patamar desde 2012. Aproximadamente 9 milhões viviam abaixo da linha da extrema pobreza em 2023. Mais de 3 milhões de indivíduos deixaram a miséria no Brasil.
Em síntese, o Brasil alcançou as menores taxas de pobreza e miséria dos últimos 11 anos. Alguns fatores podem explicar a queda dos níveis de pobreza em 2023. Nesse ano o Programa de Transferência Condicionada de Renda (PTCR) Bolsa Família foi expandido e teve os valores aumentados significativamente. De 2022 para 2023, a despesa do governo federal com PTCRs subiu de R$ 93 bilhões para R$ 169 bilhões, um incremento de 81,7%.
Além da melhor estruturação do Bolsa Família, em 2023 o país também registrou crescimento econômico, 2,9% de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), geração recorde de emprego, com mais de 100 milhões de pessoas ocupadas, redução do desemprego e ampliação da renda do trabalho. Esses resultados combinados contribuíram para que as quedas das taxas de pobreza fossem evidenciadas no Brasil.
Por fim, as evidências científicas aqui analisadas demonstram que em 2023 o Brasil alcançou as menores taxas de pobreza e miséria desde 2012. Contudo, a desigualdade regional das taxas de pobreza ainda continua sendo um desafio para o desenvolvimento de uma nação com mais justiça e prosperidade social.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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