O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em parceria com a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), desenvolveu uma linha de pesquisa sobre a economia do turismo.
Tal linha possibilitou a construção de produtos de informações estratégicas para a elaboração, monitoramento, avaliação e aprimoramento de políticas públicas e ações para potencializar o turismo do Espírito Santo e do Brasil. O Boletim da Economia do Turismo e seu painel dinâmico online são exemplos desses produtos, que são atualizados trimestralmente e divulgados nas páginas virtuais do IJSN e Setur.
Insta salientar que a produção de indicadores na área do turismo é uma tarefa complexa e exige a integração de bases de dados oficiais, bem como a coleta de informações primárias. Com base nessas fontes de dados é possível identificar e analisar evidências científicas para auxiliarem o planejamento e tomada de decisão por parte do poder público, setor produtivo e empreendedores do turismo.
De acordo com o Boletim da Economia do Turismo, o Espírito Santo se destacou na 9ª posição do ranking dos estados brasileiros com maior participação percentual do turismo no número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho no 1º trimestre de 2024 (ver gráfico abaixo). Do total de pessoas ocupadas no ES, 9,1% estavam trabalhando com Atividades Características do Turismo (ACTs), tais como alimentação, alojamento, transporte, atividades culturais e desportivas.
Com esse resultado, o Espírito Santo deixou para trás grandes estados com potencial e histórico forte do turismo, como foi o caso de Minas Gerais (8,9%) e Bahia (8,7%), estados vizinhos ao território capixaba, que ficaram na 11ª e 13ª posições do ranking dos empregos do turismo, respectivamente.
Alagoas (9,1%) ficou empatado com o Espírito Santo no grupo dos 10 estados com maior participação do turismo na composição das ocupações. Essa duas Unidades da Federação contabilizaram percentuais próximos da média nacional (9,3%). Os valores mais elevados foram constatados no Rio de Janeiro (12,6%), São Paulo (10,6%) e Amapá (10,3%). Os menores percentuais foram computados em Tocantins (6,2%), Rondônia (6,3%) e Mato Grosso (6,6%).
Como mencionado, os indicadores da economia do turismo proporcionam relevantes evidências científicas para o desenvolvimento de estratégias por parte do poder público e setores produtivos com o objetivo de potencializar esse segmento econômico chave para o Brasil e Espírito Santo.