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Turismo deve ser um dos últimos setores a se recuperar no pós-pandemia

Na comparação do 4° trimestre de 2019 com o 1° trimestre de 2020, os volumes de atividades turísticas no Brasil e no Espírito Santo reduziram 10,3% e 12,8%, respectivamente

Publicado em 10 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

10 jun 2020 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

pabloslira@gmail.com

Ônibus de empresas de turismo atravessaram a Terceira Ponte em protesto por apoio ao setor
Ônibus de empresas de turismo atravessaram a Terceira Ponte em protesto por apoio ao setor Crédito: Cinthia Valejo/Arquivo
Na passagem de 2019 para 2020, o mundo conheceu as ameaças e impactos da rápida disseminação do novo coronavírus (Covid-19). Primeiramente, o epicentro da doença atingiu a região central da China, mais precisamente a província de Hubei. Em um curto período de tempo, o hotspot da pandemia se deslocou para a Europa, destacando maior severidade na Itália e na Espanha. Meses depois, o epicentro atingiu fortemente os Estados Unidos e, no atual momento, o Brasil está em uma situação crítica.
Se considerarmos a subnotificação brasileira, podemos afirmar que a situação do país é ainda mais calamitosa do que aparenta ser. Enquanto os Estados Unidos efetiva mais de 61 mil testes a cada grupo de um milhão de habitantes, o Brasil realiza apenas quatro mil testes por um milhão de pessoas residentes. A magnitude e intensidade da Covid-19 no país é preocupante.
Dentre os efeitos da pandemia se evidenciam os desdobramentos negativos na saúde pública, na sociedade e na economia. Sobre essa última dimensão, cabe notar que os setores secundário e terciário estão sendo mais impactados. O turismo, por exemplo, tende ser um dos segmentos que vai demorar mais tempo para restabelecer o desempenho pré-pandemia.
Empresas aéreas estimam que a aviação civil, importante modal para o turismo, retomará o ritmo anterior à Covid-19 somente em 2023. Além da aviação e outros modais de deslocamento de passageiros, o turismo apresenta encadeamentos nos estabelecimentos que ofertam serviços de alojamento, alimentação, transportes urbanos, dentre outros.
Diante dos desafios postos pela pandemia e da dificuldade de sistematizar informações sobre o segmento do turismo, instituições de pesquisa devem se engajar na organização, compatibilização e disponibilização de dados que permitam diagnosticar o tamanho do problema.
Imbuído de sua missão de subsidiar informações para o planejamento, elaboração e aprimoramento de políticas públicas, o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em parceria com a Secretaria de Turismo (Setur) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), divulgou no último dia 4 de junho o Boletim Economia do Turismo trazendo os resultados das Atividades Características do Turismo (ACTs) do Brasil e Estado do Espírito Santo relativos ao primeiro trimestre de 2020. Esse período traz os primeiros efeitos da disseminação do novo coronavírus sobre o mencionado segmento. O boletim está publicado no site do IJSN, onde também se encontra um painel dinâmico de dados.
Na comparação do 4º trimestre de 2019 com o 1º trimestre de 2020 (com ajuste sazonal), os volumes de atividades turísticas no Brasil e Espírito Santo reduziram 10,3% e 12,8%, respectivamente. Nessa mesma base de comparação, as receitas das ACTs no país (-10,9%) e Estado (-14,3%) também sofreram diminuição.
No primeiro trimestre de 2020, cerca de 178 mil pessoas estavam ocupadas nas atividades características do turismo no ES. Isso representa 9,4% de todo o pessoal ocupado no Estado. Tal percentual destaca o Espírito Santo em 9º lugar, entres as Unidades da Federação, na participação do turismo no total de pessoas trabalhando.
Esses indicadores refletem os impactos iniciais da pandemia. Os produtos aqui comentados contribuem no diagnóstico e compreensão sobre o cenário atual e favorecerão o planejamento de ações para a retomada do desempenho das atividades características do turismo. Essa é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre a administração pública, iniciativa privada e associações especializadas da cadeia do turismo.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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