Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Mundo

Dos EUA ao Brasil: o circo dos horrores lá e cá

Se fosse hoje, alguns diriam que o ataque às Torres Gêmeas foi fake, mas, na época, ainda não havia essa palavra com o significado massificado que tem hoje

Publicado em 14 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

14 set 2021 às 02:00
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

paulobonates@uol.com.br

O atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, influenciou narrativamente vários filmes lançados pelo cinema americano
O atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001 Crédito: Robert Giroux
Dia desses assistia ao documentário sobre o absurdo e enlouquecido ataque às Torre Gêmeas de Nova York. Você onde estava quando as emissoras de TV mostraram in time a tragédia que não deu a mínima chance de defesa às pessoas? Se fosse hoje, alguns diriam que eram fake, mas, na época, 2001, ainda não havia essa palavra com o significado que tem hoje.
A partir do ato e do fato, as especulações começaram, em busca do objeto de ataque não identificado. Cá comigo, pensei, com dor no coração. Como é possível a mais poderosa nação do mundo, especialmente no item capacidade de destruir e de se defender, permitir o passeio de aviões de carreira, entre os edifícios, manobrar tranquilamente, e no exato lugar planejado provocar uma milimétrica e completa eliminação das estruturas dos alvos e de milhares de pessoas?
Quem ou o que foi capaz disso ou daquilo? Paira até hoje a questão no ar. Não estariam, então, os americanos preparados para defender-se do insólito ataque? Mas alguém sempre tem que pagar o pato. O indiciado desta feita foi uma única pessoa: Osama Bin Laden, e seu Afeganistão terrorista, denominação dada pelas potências bélicas ocidentais. E não se fala mais nisso. Justiça foi feita.
Mudando de conversa.
Aliás, os Estados Unidos foram o único país com a frieza de explodir duas bombas atômicas em cidades super habitadas: Hiroshima e Nagasaki, cujos habitantes foram, literalmente, eliminados na mesma hora ou pela radiação futura. Era a “solução final” aliada para a versão antinazista, o Japão era um membro do Eixo, e a Segunda Grande Guerra precisava ter um fim. O Japão teimava em não se render.
Para quem conseguiu chegar à Lua – mas tem muita gente que não acredita – um país a mais, um país a menos, não faz lá muita diferença para quem se considera o dono do mundo. O partido Democrata - quem diria -, da paz, esteve no comando desses vários ataques.
A historinha se repete.
Vejamos a Guerra do Vietnã. A estratégia é a mesma com todos os países tutorados pelos USA: dividir o país alvo e apoiar um dos lados, sempre com força total. Como ocorreu com a Coreia, com o Vietnã e, agorinha mesmo, com o Afeganistão etc. e tal.
Visto assim de longe, parece o inferno o que acontece hoje no território afegão e vizinhança. Tão trágico quanto à covardia nazista contra o povo judeu e demais minorias, com as sempre ridículas justificativas, a “solução final”. Jogar os “aliados” e inimigos destes e armá-los. O circo dos horrores, a carnificina está montada.
Respeitável público, o mundo está se autoflagelando. Os ricos países acabam tirando o bumbum da seringa, não se preocupe Dona Clotilde.
Vamos ver o que ocorre no nosso quintal, se não me engano.
Neste nosso pandemônio, as autoridades brasileiras desperdiçaram precioso tempo com absolutamente nada, e o país morrendo de morte matada, por pura incompetência pairando nos cargos-chaves na defesa do país.
Que lástima.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, mantém os olhos arregalados.

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

TJES
Juiz do ES é condenado à aposentadoria pela 2ª vez por não aparecer no local de trabalho
Em comemoração aos 30 anos da CBN Vitória, Milton Jung apresenta programa direto do ES
Em comemoração aos 30 anos da CBN Vitória, Mílton Jung apresenta programa direto do ES
Imagem de destaque
Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados