Eu acredito que a violência será combustível para mais violência, seja ela psicológica ou física. O que, às vezes, nos falta perceber é que colocamos nosso ego à frente de muitas questões. Então exageramos, ferimos, excluímos e subimos no palanque no horário errado e sem o discurso acolhedor. Tudo isso está acontecendo por parte de Karol Conká e Lumena, que se mostram desafinadas. Uma militância, quase sempre, pautada na agressividade, opressão, punição, apenas me faz pensar que o militante quer ser a vítima porque não quer ser contestado, mas sair como o sofredor, o ferido. E, ainda, esse cenário das histéricas mais uma vez me faz lembrar da sabedoria de Freud: ‘Por trás de todo excesso existe uma falta’. Será que preciso levantar a voz porque guardo em mim medos demais? Inseguranças que me atravessam o tempo todo? Acho que essa reflexão é válida, o que não quer dizer que as estou inocentando de suas opressões muito bem percebidas por um país inteiro. Talvez elas, em algum momento, se percebam exaustas dessa militância, porque a gente cansa, uma hora, desse excesso de encenação, que sempre leva a seguinte questão: ‘os outros brothers é que estão errados’. Não precisamos estar no comando o tempo todo para nos sentirmos aceitos ou amados; isso se chama insegurança. E acho que o BBB 21 tem refletido isso também. A soberba é tanta que às vezes tenho a impressão de que a militância extremista não está engajada e nem preocupada com algo ou alguém, mas em aparecer e alimentar dia a dia uma figura que nem elas mesmas talvez acreditem. Gentileza costuma gerar gentileza, e se não vemos isso, na vida, estamos matando pessoas, sonhos, potenciais. E incentivando os outros a fazerem o mesmo com suas existências.