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Pedro Permuy

Mister Brasil Gay: "Fui mandado para a senzala e chamado de macaco"

Max Souza relata preconceito nas redes sociais assim que ganhou concurso. Modelo também relembrou viagem que fez ao Espírito Santo com o marido, ex-prefeito paulista, e elogiou a hospitalidade capixaba

Publicado em 23 de Março de 2021 às 10:05

Públicado em 

23 mar 2021 às 10:05
Pedro Permuy

Colunista

Pedro Permuy

pvarga@redegazeta.com.br

O Mister Brasil Gay 2020, Max Souza, que também é modelo e estudante de Educação Física
O Mister Brasil Gay 2020, Max Souza, que também é modelo e estudante de Educação Física Crédito: Reprodução/Instagram @maxsouza92
Max Souza, o Mister Brasil Gay 2020, tem ótimas lembranças do Espírito Santo. Com o marido, Edgar Souza, que é ex-prefeito de Lins, interior de São Paulo, ele já curtiu um réveillon em Vitória e lembra: “A hospitalidade do capixaba nos encantou muito, nós adoramos a cidade (de Vitória) e pretendemos voltar, sim. Mas de onde surgiu a moqueca? Você sabe dizer?”. E este colunista respondeu: “Do Espírito Santo, é claro”.
Em tom de brincadeira, o bonitão elogiou a iguaria e reiterou: “Fomos muito bem tratados e lembra muito a Bahia, o Estado tem muitas praias lindas”.
Enquanto assistia à live exclusiva feita com a coluna pelo Instagram, Edgar ainda escreveu pelo chat da transmissão ao vivo: “Moqueca capixaba é a minha favorita. E nós adoramos Vitória”.
Mas nem tudo na vida do modelo de 28 anos foram flores até hoje. Logo que foi eleito mister, Max lembra que recebeu críticas de comentários de ódio na internet pelo mero fato de ser negro. Haters também escreveram contra a sexualidade do estudante de Educação Física. “Já fui mandado para a senzala, chamado de macaco, de ‘veadinho’... Até em relação ao que devo ser em um relacionamento já falaram. O julgamento mata, as pessoas tinham que saber disso. Se você não souber chegar na pessoa do jeito certo, pode interferir no rumo dela”, lamenta.
"Negro não é padrão na sociedade, não importa o corpo que eu tenha "
Max Souza - Mister Brasil Gay 2020 e universitário
Até hoje, ele não se sentiu lesado ao ponto de ir à Justiça, já que mesmo na internet os comentários e postagens têm limites legais. Mas acha que é um avanço personalidades conseguirem o respeito na web por meios jurídicos. “Acho que tem que ir à Justiça mesmo”, dispara.
A superexposição à que Max se propõe, até pelo trabalho de modelo, também acaba sendo um facilitador para as pessoas criticarem sua personalidade. Desde que ele assumiu o namoro e casamento com Edgar, a situação também piorou. “Mas, no final, o amor sempre vence. Sempre falo isso para quem me segue”, contrapõe.
Com o corpão sarado, também admite que é assediado nas redes. “E não vou ser hipócrita de dizer que não gosto. Eu gosto das fotos que tiro. Se eu postei, é porque eu gostei”, observa.
Sem saber como será o pós-pandemia, o modelo também afirma que é muito grato às pessoas que estiveram com ele até ele conquistar a faixa de mister. De lá para cá, ele criou projetos sociais para ajudar asilos e casas de apoio a pessoas LGBTQIA+, além de fazer campanha durante a pandemia para dar assistência aos mais necessitados. “Ver a alegria do outro por meio de algo que eu posso fazer, é muito bom”, justifica.
E é para isso que ele quer usar as dezenas de milhares de seguidores que ele tem nas redes sociais: para fazer o bem. “Bem que pode ser por outros meios também. Pela militância, que é sempre necessária, pelo movimento negro, pelo feminismo, pela luta contra o machismo... Todos os movimentos que são a favor de banir esses ‘cânceres’ das nossas vidas são válidos. A gente só tem que ter um limite”, finaliza, opinando que Karol Conká e Lumena, no “BBB 21”, realmente perderam a mão na hora de levantar bandeira.

Pedro Permuy

Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, Pedro Permuy acompanha personalidades do mundo do showbiz desde 2016. Dedica-se a entrevistas, notas exclusivas e notícias de bastidores dos famosos e celebridades. Assina uma coluna com seu nome em A Gazeta.

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