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Crítica

"A Missy Errada", da Netflix, é comédia sem nenhuma graça

Filme produzido por Adam Sandler se parece com as comédias estreladas pelo ator, mas tem o amigo David Spade no papel principal e diversos outros parceiros no elenco

Publicado em 14 de Maio de 2020 às 18:54

Públicado em 

14 mai 2020 às 18:54
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Filme
Filme "A Missy Errada" Crédito: Katrina Marcinowski/Netflix
Resumindo bem simplificadamente, “A Missy Errada” é um filme do Adam Sandler sem o Adam Sandler - e não falo dos filmes tipo “Joias Brutas”, “Reine Sobre Mim” ou até de “Como se Fosse a Primeira Vez”, mas sim de obras como “Gente Grande”, “Cada um Tem a Gêmea Que Merece” e “Zerando a Vida”.
A comédia dirigida por Tyler Spindel, diretor de segunda unidade em diversos filmes estrelados e produzidos por Sandler, toma cuidado para não ser politicamente incorreta, mas acaba recorrendo à excentricidade comportamental de uma personagem como foco principal do filme. Sim, entendo estar falando de uma comédia boba, sem grandes pretensões, mas “A Missy Errada” nem sequer tem muita graça.
O filme é a história de Tim (David Spade), um sujeito ainda sofrendo por ter sido abandonado pela ex-noiva. Um dia ele vai a um encontro às cegas e se depara com Missy (Lauren Lapkus), uma mulher de comportamento bem “excêntrico”. O encontro é um desastre, mas ele consegue escapar com vida.
Um belo dia, porém, durante uma confusão no aeroporto, ele conhece Melissa (Molly Sims), uma mulher perfeita para ele - eles leem os mesmos livros, gostam das mesmas coisas, além de ser ex-modelo e atleta, a mulher de seus sonhos. Eles começam, então, a trocar mensagens até que ele a convida para ir a um retiro de sua empresa em um paradisíaco resort, o problema é que a vida o colocaria novamente à frente da outra Missy, alcunha que aparentemente serve de apelido para Melissa.
Filme
Filme "A Missy Errada" Crédito: Katrina Marcinowski/Netflix
“A Missy Errada” é mais um filme da produtora Happy Madison, fundada por Adam Sandler e responsável por produzir seus filmes. Por isso, a assinatura do ator está em todo lugar, das escatologias às piadas de gosto duvidoso, passando pelas participações especiais habituais dos filmes da trupe.
O roteiro pouco se interessa em criar situações interessantes, pulando de uma esquete para outra sem se preocupar em sustentar uma linha narrativa ou em desenvolver os personagens. A dupla principal demonstra pouca química em tela e, de certa maneira, fica difícil entender o que leva aquele relacionamento adiante. O fato de se construir em esquetes faz com que o espectador não perceba o ponto de mudança na relação - mas essa não percepção ocorre justamente por não haver um ponto, é tudo repentino.
Os poucos momentos divertidos do filme surgem quando ele se descola da relação principal; a relação de Tim com o colega de trabalho Nate (Nick Swardson) é responsável pelas poucas risadas. Todas as outras tentativas de fazer graça são em cima de humor físico ou alguma escatologia.
“A Missy Errada”, como dito no parágrafo que abre este texto, pode cair no gosto de alguns; podem ponderar que “crítico de cinema é chato”, mas o filme, mesmo analisado com boa vontade, não se sustenta. O texto faz um humor ultrapassado, com formato de esquetes que se sucedem, sem uma linha narrativa ou qualquer desenvolvimento. É uma espécie de humor dispensável que não diverte e nem desperta empatia na audiência.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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