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Premiação

Filme de capixaba é premiado em Festival de Cinema de Tiradentes

"Os Primeiros Soldados", de Rodrigo de Oliveira, reimagina o destino de algumas das primeiras vítimas da epidemia de AIDS no ES nos anos 1980

Publicado em 31 de Janeiro de 2022 às 16:19

Públicado em 

31 jan 2022 às 16:19
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Johnny Massaro no filme "Os Primeiros Soldados", de Rodrigo de Oliveira Crédito: Felipe Amarelo
No último fim de semana foi anunciado que o diretor capixaba Rodrigo de Oliveira foi reconhecido com o Prêmio Carlos Reichenbach no 25º Festival de Tiradentes pelo longa-metragem “Os Primeiros Soldados”. Protagonizado por Johnny Massaro, Renata Carvalho e Vitor Camilo, a obra, realizada pela Pique-Bandeira Filmes, se passa em Vitória, no ano de 1983, quando a primeira onda da epidemia de AIDS arrebata dois rapazes gays e uma mulher transexual, que se unem na tentativa de sobreviver ao temido e desconhecido vírus. Ainda no elenco, Clara Choveaux, Alex Bonini e Higor Campagnaro.
"Tiradentes é o lugar mais especial do cinema brasileiro para mim. É onde minha carreira começou. Retornar à Mostra com esse filme e receber um prêmio é muito forte simbolicamente. É incrível que ele seja chamado Prêmio Carlos Reichenbach, porque o Carlão é um dos nortes da minha vida, não só como cineasta, mas como homem no mundo. E, mais ainda, que o prêmio tenha sido atribuído por um júri jovem (é o segundo que recebemos nessa breve e feliz carreira do filme). Isso significa que o nosso propósito original, de resgatar a história dos primeiros heróis da luta contra os estigmas do HIV/AIDS e trazer essas questões para o presente, encontra eco numa geração que continuará essa luta iniciada há quase 40 anos”, comenta Rodrigo. “Estávamos todos ansiosos para estar presencialmente no festival, mas a mudança necessária para as exibições on-line acabou trazendo um público amplo e muito engajado ao filme. 'Os Primeiros Soldados' é um filme sobre comunidade, e eu sinto que, mesmo virtualmente, ele foi assistido em comunidade."
Rodrigo de Oliveira (de boné), diretor do filme
Rodrigo de Oliveira (de boné), diretor do filme "Os Primeiros Soldados" Crédito: Felipe Amarelo
Rodado poucos meses antes do início da pandemia, o filme traz essa realidade da comunidade LGBTQIA+ que, no início da década de 80, já sofria fortemente com a marginalização e a iminência da violência e que passa a lidar com uma nova camada de opressão com a chegada do desconhecido vírus que era, preconceituosamente, denominado "vírus gay". O desespero com a falta de informação, a exclusão social ainda maior e até mesmo o descaso e despreparo do sistema de saúde ao lidarem com a situação, eclodiu em uma epidemia que matou milhares e aumentou ainda mais a homofobia. De forma poética e sensível, “Os Primeiros Soldados” expressa essa angústia e também essa união da comunidade, que só podia se proteger entre si enquanto eram vistos como ameaças - sendo eles os maiores ameaçados.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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