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Crítica

"Lulli": filme de Larissa Manoela na Netflix é confortável

Novo filme da estrela Larissa Manoela na Netflix, "Lulli" acompanha uma jovem estudante de medicina que ganha o poder de ouvir pensamentos

Publicado em 28 de Dezembro de 2021 às 21:30

Públicado em 

28 dez 2021 às 21:30
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Filme
Filme "Lulli", da Netflix, com Larissa Manoela Crédito: Suzanna Tierie / Netflix
É muito interessante pensar nos filmes que Larissa Manoela protagoniza para a Netflix. Uma das jovens mais influentes do Brasil, a atriz, aos 22 anos completados no dia em que escrevo este texto (28/12/2022), ainda precisa se arriscar e sair de sua zona de conforto, a fórmula de filmes populares nos anos 1980 e 90, o que no Brasil se acostumou a chamar de filmes “Sessão da Tarde”.
Em “Lulli”, a atriz se junta mais uma vez ao diretor César Rodrigues (“Modo Avião”) e volta a trabalhar também com a escritora/roteirista Thalita Rebouças (“Fala Sério, Mãe!”), que assina o roteiro ao lado de Renato Fagundes, da série “Sob Pressão” e do filme "Pai em Dobro”, também da Netflix. A fórmula da vez é a de uma jovem que, após um acidente, se descobre capaz de escutar pensamentos, o que vai ensinar a ela uma grande lição.
Lulli (Larissa Manoela) é uma estudante de medicina atarefada, uma mulher de origem simples, filha de mãe solteira, e que precisa ralar muito para acompanhar o ritmo dos colegas de curso. Após uma briga com o namorado, Diego (Vinícius Redd), ambos se envolvem em um acidente durante uma ressonância magnética - ela acorda lendo pensamentos de todos, menos os de Diego, que, por sua vez, não se lembra de nada o que aconteceu naquele dia.
A partir daí, “Lulli”, o filme, é um apanhado de esquetes sobre a habilidade recém-descoberta por sua protagonista. Algumas dessas cenas têm graça e divertem, principalmente em função da seriedade com que Larissa vive boa parte das situações. Outras, no entanto, não despertam interesse.
Filme
Filme "Lulli", da Netflix, com Larissa Manoela Crédito: Suzanna Tierie / Netflix
É curioso como “Lulli” abraça a fórmula do filme-mensagem, aquele tipo de história em todos (todos mesmo) “aprendem” algo, personagens e o espectador. Assim, ao ouvir os pensamentos das pessoas, Lulli desenvolve empatia por elas, por suas dores, algo de que ela precisava para ser melhor em sua futura profissão - tal qual a Ana de “Modo Avião”, Lulli é a zona de conforto de Larissa Manoela, uma mulher com tanto a fazer, que tem que lidar com tanta coisa ao mesmo tempo, que acaba deixando algumas coisas de lado sem perceber o quanto isso pode afetar pessoas que a cercam.
Outra boa característica de “Lulli” é a parte médica do filme, que funciona surpreendentemente bem e deveria ter sido mais bem explorada. A experiência de Renato Fagundes como roteirista de “Sob Pressão” ajuda a conferir o mínimo necessário de veracidade para as experiências dos jovens no hospital.
Filme
Filme "Lulli", da Netflix, com Larissa Manoela Crédito: Suzanna Tierie / Netflix
O texto de Fagundes e Thalita Rebouça também é esperto o suficiente para fugir de algumas saídas mais óbvias em alguns arcos como os de Julio (Sergio Malheiros) e Oscar (Marcos Breda) . Veja bem, não me refiro a nenhum plot-twist mirabolante, o filme apenas ganha algum frescor com algumas boas decisões do roteiro que, por alguns instantes, fogem da fórmula dos filmes em que ele se inspira.
Apesar de alguns elogios neste texto, vale dizer que o filme não é bom, apenas deve-se ressaltar que tampouco é tão ruim quanto se pinta. Fosse lançado como uma trama de Natal com atores de terceiro escalão em Hollywood, uma fórmula que a Netflix adora, seria mais bem recebido. “Lulli” é formulaico e falha em fazer suas “esquetes” dialogarem; é como se a situação fosse pensada, apresentada na produção e introduzida apenas porque todos na sala gostaram dela.
Larissa Manoela mostra carisma e entrega, entendendo o que texto pede e reproduzindo em tela. Neste ponto da carreira, ela ainda mira os fãs mais jovens, os que a acompanham nas redes sociais, e seus filmes espelham isso ao colocá-la em posições que esses espectadores esperam se ver em breve: a influencer de sucesso, a jovem em intercâmbio ou a estudante de medicina. “Lulli” é um filme com público-alvo definido e uma base sólida de fãs para sua atriz, mas esses fãs envelhecerão e podem perder o interesse na atriz se ela não sair de sua zona de conforto e ousar mais em suas escolhas futuras.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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