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Melhores do ano

Quais foram as melhores séries de 2021?

O ano que acaba viu um verdadeiro fenômeno em "Round 6", mas também trouxe muitas novas séries, algumas que tiveram pouco destaque. Confira nossa lista

Publicado em 30 de Dezembro de 2021 às 21:41

Públicado em 

30 dez 2021 às 21:41
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Montagem de Mare of Easttown, Arcane, Station Eleven, Swagger, Manhãs de Setembro e My Name
Montagem de Mare of Easttown, Arcane, Station Eleven, Swagger, Manhãs de Setembro e My Name Crédito: HBO/Netflix/Amazon/AppleTV+
Vou contar um segredo para você, leitor. Não temos no acervo do site uma lista sem numeração. Por isso, por mais que eu quisesse uma lista sem uma ordem propriamente dita, se eu optar por usar um modelo, o que agiliza o trabalho, ela não escaparia dos números.
Enquanto várias listas internet afora elencam séries como "Succession" e "Ted Lasso", optei por uma lista de séries novas, que estrearam no Brasil em 2021. Desde já, antes de falar da lista propriamente dita, ressalto a ausência de "Get Back", a série dos Beatles no Disney+, por considerá-la quase um filme de quase oito horas dividido em três partes para a comodidade do público - lembra toda a discussão sobre as três horas e meia de "O Irlandês"?
As menções honrosas ficam para "Roda do Tempo" (Amazon),"Dopesick" (Star+), "The Chair" (Netflix), "Reservation Dogs" (Star+), "Hacks" (HBO Max), "Them" (Amazon) e "White Lotus" (HBO Max), esta muito elogiada por todos, mas a que acabei não assistindo. Outras obras, como "Profecia do Inferno" (Netflix), "Brand New Cherry Flavor" (Netflix) e "Scenes from a Marriage" (HBO Max) também poderiam perfeitamente estar na lista se ela tivesse sido feita em algum outro momento.
Por fim, vale lembrar que a intenção dessa lista é apenas lúdica, talvez para despertar o interesse do leitor para algo que ele tenha deixado passar, e que a ordem das séries não quer dizer muita coisa. Enfim, confira abaixo as 15 melhores novas séries que estrearam em 2021.

Manhãs de Setembro (Amazon Prime)

Lançada no finalzinho do ano pela HBO Max, a série leva para as telas o livro "Estação Onze". De forma esperançosa e até divertida, a série acompanha pessoas em momentos diferentes após um vírus ter dizimado boa parte da população mundial. Vale lembrar que o livro de Emily St. John Mandel foi lançado em 2014, muito antes da atual pandemia. Leia a crítica aqui.
"My Name" não foi a série coreana mais badalada do ano, mas talvez tenha sido a melhor. Uma história de vingança com  um bom roteiro, boas atuações e excelentes cenas de ação. Gosta de "Os Infiltrados", de Martin Scorsese? Talvez "My Name" seja uma ótima indicação.
Em um ano que viu as séries da Marvel/Disney ganharem vida e também o conturbado início do Millarworld na Netflix, "Invencível" é de longe a melhor história de herói de 2021 - em filme ou série. Violenta, irônica e livre das amarras que um produto Disney, no caso todos da Marvel, se vê obrigado a carregar. Deveria se chamar "Imperdível" (perdão pelo trocadilho).
A minissérie do oscarizado Berry Jenkins ("Moonlight") é uma das histórias mais poderosas disponíveis nas plataformas de streaming. "The Underground Railroad" fala sobre a busca de escravos pela liberdade, as torturas sofridas por eles e toda a violência, mas também tem amor, esperança e um pouco de fantasia. Uma série pesada sobre pessoas apagadas da História.
Esqueça o hype, que gera até uma implicância. "Round 6" se tornou a série mais vista da história da Netflix e tem motivos para isso. A série coreana é quase um produto de algoritmo: nostálgica, lúdica, violenta e com bons ganchos ao fim de cada episódio. Pode não ser a melhor série do ano, mas nenhuma lista estará completa sem ela. Clique para ler a crítica escrita antes da popularidade dela explodir.
"Missa da Meia-Noite" não é o que o público esperava de uma série de Mike Flanagan ("Maldição da Residência Hill"), mas talvez seja a melhor do cineasta. Flanagan deixa de lado os fantasmas e as mansões mal-assombradas para dar espaço a um terror que questiona a fé e as escolhas religiosas de cada pessoa. Com longos monólogos, a série lida com a morte e as possíveis interpretações dela. É a minha favorita do ano, mesmo sabendo que talvez não seja a melhor.
Quando escrevi sobre "Mare of Easttown", disse que era "a série que você deveria estar vendo". Felizmente, muita gente passou a acompanhar a série policial estrelada pela brilhante Kate Winslet à medida que ela se aproximava do fim - taí um dos indiscutíveis méritos das tramas com episódios semanais.  Uma trama policial ousada, cheia de surpresas em um texto bem amarrado e atuações incríveis.
Alguém teve a brilhante ideia de reunir Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez na melhor comédia de 2021. "Only Murders in the Building" é sempre excelente com sua trama de mistério sobre três pessoas e um podcast de crime. Engraçada e inteligente, uma das boas e inesperadas surpresas do ano.
Admito que não estava preparado para gostar tanto de "Chucky" quanto gostei. A série do Star+ brinca com todo o legado bagaceiro do Brinquedo Assassino, mas traz algo novo, uma narrativa cômica, com muito terror slasher, mortes criativas e tensão.
Adaptações de HQs são complicadas. Apenas para me manter nas referências pós-apocalípticas, "Y: O Último Homem", foi um fiasco, mas "Sweet Tooth" é ótima. A série da Netflix ganha vida e personalidade ao amenizar um pouco da crueldade da HQ de Jeff Lemire e torná-la mais encantadora e cheia de humor.
Inicialmente pensei que seria uma série apenas para quem joga "League of Legends", mas bastou o primeiro episódio para eu estar "arcanizado". "Arcane" é visualmente espetacular e tem personagens complexos, cheios de camadas interessantes em um universo de diversas possibilidades. Muita ação, mas também muita emoção na animalão da Netflix.
Lançada em 2020 nos EUA, mas concluída apenas neste ano, "Your Honor" é um drama tenso o tempo todo ao contar a história de um juiz que encobre um acidente do filho, mas passa a ter que lidar com o pai da vítima, um grande mafioso de New Orleans. Para fãs de "Breaking Bad", Bryan Cranston tem diversos momentos de Walter White.
"Maid" é uma série curiosa. Muitos a tratam como uma história real, mas o fato é que ela usa a tal história para criar uma outra muito maior e mais relevante. A jornada da jovem mãe que trabalha como diarista para cuidar da filha virou uma história sobre o ciclo da violência doméstica. O mais incrível é que "Maid" faz isso com vários momentos divertidos.
"Swagger" foi vendida como "a série sobre o Kevin Durant", mas o ala do Brooklyn Nets foi uma inspiração. A história mesmo é a de Jace Carson, uma promessa do basquete colegial americano às voltas com a adolescência. Amores, amizades e basquete, mas também racismo, George Floyd, Breonna Taylor, violência policial e pandemia. As cens dos jogos são ótimas, mas a série é boa para quem gosta e para quem não gosta de basquete.
A Amazon mandou bem demais nas séries nacionais em 2021, por isso fica o destaque também para "Desjuntados" e "Dom", mas "Manhãs de Setembro" é a melhor das três. A série protagonizada pela Línikier tem questões universais com uma pegada brasileira urbana. O fato da protagonista da série ser uma mulher trans negra quase não é conflito na trama, que também foge dos estereótipos das produções brasileiras. Personagens e dramas bem desenvolvidos em uma trama de pouco maniqueísmos.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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