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Crítica

Segunda temporada de "The Witcher" é bem melhor que a primeira

Segunda temporada de "The Witcher" chega à Netflix corrigindo os erros anteriores e se aprofundando no mundo de fantasia estrelado por Henry Cavill

Publicado em 14 de Dezembro de 2021 às 20:37

Públicado em 

14 dez 2021 às 20:37
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

rbraz@redegazeta.com.br

Segunda temporada da série
Segunda temporada da série "The Witcher", da Netflix Crédito: Jay Maidment
“Primeiro foram os elfos. Em breve, serão os anões. Cedo ou tarde, virão por todos”. A fala de um personagem de “The Witcher” em um episódio da segunda temporada dá o tom que a série abraça em sua segunda leva de episódios, que chega à Netflix nesta sexta (17). Após uma primeira temporada com sérios problemas de ritmo, mas sustentada sobre personagens interessantes e pelo “star power” de Henry Cavill, a série agora corrige vários desses problemas com uma narrativa mais simples e um escopo maior, uma história focada em seus protagonistas, mas já preparando o terreno para um arco maior que lida como preconceitos e regimes totalitários.
Em sua segunda temporada, “The Witcher” se aprofunda nas aventuras de Geralt de Rívia (Henry Cavill) agora ao lado de Ciri (Freya Allan). A narrativa se aproveita da história contada na animação “The Witcher: A Lenda do Lobo” para apresentar novos personagens sem grande esforço. Assim, Vasemir (Kim Bodnia) já não surge como um estranho a ser apresentado pelo texto, pois teve sua introdução bem realizada na animação - da mesma forma, todo universo da fortaleza dos bruxos, Kaer Morhen, dispensa apresentações nos novos episódios de “The Witcher”.
Segunda temporada da série
Segunda temporada da série "The Witcher", da Netflix Crédito: Susie Allnut
O tempo que seria utilizado apresentando alguns personagens e suas histórias é utilizado agora para contar novas histórias e dar rumo definido à narrativa. A nova temporada se aprofunda nas políticas do Continente de uma forma meio mística, com tramas de poder e algumas subtramas que se cruzam ao arco principal em determinado momento.
“The Witcher” tem uma particularidade interessante de criar episódios semi-procedurais, ou seja, na maioria deles há um arco que se abre e se encerra, mas o texto também consegue avançar na narrativa principal. O aspecto episódico da temporada fica pela bem-vinda presença de mais monstros a serem combatidos por Geralt, aspecto muito presente nos livros de Andrzej Sapkowski e também nos jogos da CD Projekt Red, mas que acabou em segundo plano na primeira temporada. Os monstros possibilitam boas e criativas cenas de ação, mas o roteiro é inteligente o suficiente para inseri-los também como parte do arco principal.
Nos seis primeiros episódios da segunda temporada (quantidade disponibilizada antes da estreia para a imprensa, de oito, no total), “The Witcher” se preocupa em desenvolver a relação de pai e filha entre Geralt e Ciri com boa carga emocional. É sobre a jovem que orbita a narrativa da série, o que dá um foco maior à personagem e um desenvolvimento que ela não tinha anteriormente.
A trama deles se desenvolve de maneira paralela à de Yennefer de Vengerberg (Anya Chalotra). que tem que lidar com os acontecimentos de Sonnen. Yennefer é uma boa surpresa, pois nunca se sabe ao certo o que esperar dela, mas ela é melhor quando interagindo com o grupo principal.
Outros rostos conhecidos, como o de Triss Merigold (Anna Shaffer) e do bardo Jaskier (Joey Batey), também têm seus momentos. Outros, como o elfo Filavandrel (Tom Canton) ganham muito mais destaque na trama sobre preconceito e no mise-en-scène do conflito que se constrói para os episódios finais ou para as próximas temporadas.
Fazendo bom proveito da injeção de verba da Netflix após o sucesso do lançamento, a série é grandiosa, com belas locações e efeitos de computação competentes que ajudam a dar noção do que é aquele mundo de grandes castelos e fortalezas. Algumas características do texto continuam incomodando, mas talvez o problema do didatismo e dos diálogos expositivos para desenvolver personagens e cenários seja mais do material original (os livros) do que da série em si.
A segunda temporada de “The Witcher” é um grande avanço em relação à primeira. Agora, além de entregar uma aventura de fácil consumo, a série também desenvolve seu universo e seus personagens além do retrato superficial da temporada anterior. Com um astro carismático em Henry Cavill, uma narrativa mais direta e um texto que até se permite fazer piada com a própria série, ela ganha estofo e já se prepara para a próxima temporada. “The Witcher” não é e nem tenta ser a nova “Game of Thrones”, mas é uma divertida fantasia pop que caminha além das comparações.
Segunda temporada da série
Segunda temporada da série "The Witcher", da Netflix Crédito: Jay Maidment

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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