Um alerta preocupante vem das principais estatísticas de violência contra a mulher e meninas no Espírito Santo: em 74% dos casos de agressão sexual no ano passado, as vítimas tinham até 14 anos. O que significa dizer que em cada 4 registros, a vida de 3 adolescentes foi marcada de forma brutal. No mesmo período, 59 mulheres foram agredidas por dia. E outras 35 tiveram suas histórias encerradas pelo feminicídio.
Os dados foram reunidos em um estudo realizado pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES). O resultado mostra que as principais taxas de agressão sexual, doméstica e feminicídio no Estado estão acima da média nacional, e sem perspectiva de redução. E mais, em algumas situações temos as piores taxas do Sudeste.
O objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia das ações de enfrentamento à violência contra a mulher e meninas (VCMM), em especial das ações de prevenção e de acolhimento, no período de 2022 a 2024.
O diagnóstico revelou a magnitude do problema a ser enfrentado pelo poder público e pela sociedade. "Reforçando a necessidade de ações coordenadas para combater a violência de gênero e proteger as vítimas", é destacado. Confira alguns dados:
Realizado pela equipe de auditores da Corte de Contas, as análises identificaram que, mesmo com as iniciativas de Estado, municípios e alguns segmentos, há fragilidades no enfrentamento desta violência. Entre elas estão:
No documento é apontado que o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas é uma questão fundamental para o avanço dos direitos humanos, da igualdade de gênero e da justiça social. “Esta violência, presente de diversas formas (física, sexual, psicológica, patrimonial, entre outras), afeta negativamente dezenas de milhares de mulheres e meninas no Espírito Santo”.
O estudo vai ser levado esta semana ao plenário da Corte de Contas para avaliar as sugestões a serem feitas ao Estado e municípios sobre como reverter o quadro de fragilidades.