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Vilmara Fernandes

As cidades do Espírito Santo onde há maior risco de ser assassinado

Municípios do interior apresentam maiores taxas de mortalidade (por 100 mil habitantes) do que as cidades dos grandes centros urbanos

Publicado em 15 de Julho de 2026 às 03:30

Públicado em 

15 jul 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Até o último dia 12, foram registrados no Espírito Santo 425 mortes violentas. Embora mais da metade dos casos tenha ocorrido em seis grandes centros urbanos, é em pequenas cidades do interior, algumas com população em torno de dez mil habitantes, que o risco de ser vítima de assassinato se mostra maior.


Os dados de 2026 do Observatório da Segurança Pública, apontam que seis cidades lideram o topo da lista de mortes violentas (cada uma com mais de 20 registros). Juntas, elas totalizam 237 mortes, o equivalente a 55,7% do total do Estado. São elas:


  • Serra - 61

  • Vila Velha - 54

  • Cariacica - 44

  • Linhares - 32

  • São Mateus - 26

  • Vitória - 20


Os números representam o maior volume de violência letal concentrada em áreas densamente povoadas — quatro destas cidades têm mais de cem mil habitantes. Por outro lado, quando a análise usa a taxa de mortalidade proporcional, que leva em consideração o tamanho da população de cada município, o mapa do perigo muda de endereço.


A cidade de Pancas, por exemplo, registrou 8 mortes. No entanto, devido à sua população reduzida (19.120 habitantes, segundo o IBGE), o município apresenta a maior taxa de mortes vio,entas do Estado: 42 por 100 mil habitantes. Esse índice é quase quatro vezes superior ao da Serra, que possui uma taxa de 11 por 100 mil habitantes, apesar de a cidade metropolitana ter registrado sete vezes mais mortes em números absolutos.


Outros exemplos são Sooretama (com taxa de 35), Ibatiba (29) e Jaguaré (29) que também apresentam riscos proporcionais significativamente maiores do que os grandes polos metropolitanos. Em contrapartida, cidades populosas como Cariacica, Vila Velha e Vitória registram menores taxas de  mortalidade de 12, 11 e 6 por 100 mil habitantes, respectivamente.


A diferença é que, enquanto o número absoluto revela onde ocorre o maior volume de crimes, a taxa de mortalidade mostra onde o cidadão está mais exposto ao risco, e neste caso revelando que cidades pequenas podem ser mais violentas que os grandes centros urbanos.


Abaixo, é possível conferir a lista de todas as cidades que tiveram notificações de mortes violentas no período e as respectivas taxas de mortalidade.


No extremo oposto da violência, diversos municípios capixabas não contabilizaram nenhum assassinatoo no período analisado: Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Divino de São Lourenço, Iconha, Itaguaçu, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Mucurici, Muqui, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, São José do Calçado, São Roque do Canaã, Vargem Alta, Vila Pavão.


Na tabela abaixo, para identificar os registros de cada cidade, clique no nome.


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