A exigência está prevista no texto do documento, homologado no final do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF): “Os valores previstos na Cláusula 7 aos municípios que eventualmente não venham a aderir a este acordo não serão devidos pela compromissária (Samarco) e/ou pela Fundação Renova”.
A divisão dos valores prevista no acordo é a seguinte:
Segundo informações da BHP, o contrato de adesão estabelece atualização dos valores ao longo dos 20 anos. Ao final, para os 49 municípios afetados — mineiros e capixabas —, foram destinados R$ 6,1 bilhões.
O desastre ambiental ocorreu há nove anos e afetou onze cidades no Espírito Santo.
Seis delas aceitaram a repactuação: Anchieta, Fundão, Serra, Linhares, Conceição da Barra e São Mateus. As duas últimas desistiram do processo na corte inglesa.
A mineradora destaca que a adesão não exige comprovação dos danos sofridos. “O acordo fornece dinheiro imediato aos municípios e recursos garantidos por 20 anos. Ele beneficia os municípios e não somente um mandato”.
Mas em caso de sucesso nas ações nas cortes internacionais e com o consequente pagamento das indenizações, os valores serão deduzidos. “Em caso de vitória do escritório e consequente devido pagamento aos municípios, todos esses valores serão deduzidos”, informa em nota a BHP.
O escritório Pogust Goodhead representa 620 mil vítimas e 42 cidades na ação contra a Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Billiton. O que busca é a responsabilização pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Ocorrido em 2015, o desastre deixou 19 mortos e seus impactos são sentidos na região até os dias atuais
O julgamento, que começou no dia 21 de outubro do ano passado, entra na fase final, quando vão ser apresentadas os argumentos finais no período de 5 de março a 13 de março. A decisão da corte é aguardada para meados de 2025.