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Crime no Sul

ES já registra 22 casos de roubos seguidos de mortes neste ano

Um deles foi  o assassinato do casal de idosos em Cachoeiro, sogros do prefeito da cidade, Victor Coelho; metade das ocorrências de latrocínio foram no interior

Publicado em 09 de Outubro de 2024 às 03:30

Públicado em 

09 out 2024 às 03:30
Vilmara Fernandes

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Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Cacilda Vetoraci Duarte, 77, e Luiz Geraldo Duarte, 80, foram assassinados
Cacilda Vetoraci Duarte, 77, e Luiz Geraldo Duarte, 80, foram assassinados Crédito: Acervo familiar
A proposta era se hospedar no hotel e, em algum momento, pôr em prática um furto ou um roubo. Mas a ação acabou resultando no assassinato de dois idosos em Cachoeiro de Itapemirim. Um crime de latrocínio, considerando que roubaram os pertences e o carro das vítimas. Até agosto o Estado já tinha registrado 20 casos semelhantes, que somados ao desta terça-feira (08), totalizam 22.
Pelo menos a metade deles foram registrados no interior do Espírito Santo. Outras onze em cidades da Grande Vitória. Os dados foram mais expressivos nos meses de janeiro e de julho, cada um deles com cinco casos
Mas o total pode ser ainda maior, considerando que a estatística ainda não inclui os dados de setembro e de parte de outubro. Confira os registros por cidades:
  • Aracruz - 1
  • Cariacica - 2
  • Cachoeiro - 2
  • Itapemirim - 2
  • Iúna - 1
  • Jaguaré - 1
  • Nova Venécia - 1
  • Rio Bananal - 2
  • São Gabriel da Palha - 1
  • Serra - 7
  • Vila Velha - 2
No ano anterior, em 2023, ocorreram 32 situações de roubos seguidos de morte, o chamado latrocínio. As cidades do interior totalizaram 14 ocorrências, enquanto a Grande Vitória ficou com outras 18.
Em 2022, a situação foi diferente. No interior do Estado foram registrados 15 latrocínios contra 13 das cidades da Grande Vitória.

Crime em Cachoeiro

Era por volta das 11h30 quando foram mortos com golpes de faca, Cacilda Vetoraci Duarte, 77 anos, e Luiz Geraldo Duarte, 80, no bairro Baiminas. Ela foi a primeira a ser executada, segundo a polícia. O marido chegava da rua quando viu a cena e também foi morto.
Foram encontrados no segundo andar do hotel que administravam e onde também viviam. Os cachorros da família também foram executados e estavam no térreo. Logo após o crime, a casa foi revirada e os bens roubados, assim como o carro.
Valmir acabou sendo preso pela Guarda Municipal da Cidade, que sem saber do crime o abordou. Ele não sabia dirigir o veículo, o que acabou causando transtornos ao trânsito. No carro estavam os objetivos roubados.
Adriana seguia para a casa do pai de Valmir quando foi localizada pela polícia e presa. Um pouco antes um familiar foi ao hotel e após encontrar os vestígios do crime, acionou a polícia.
“Para garantir que continuassem com os bens furtados, eles cometeram um latrocínio, um crime hediondo contra o casal, com pena de 20 a 30 anos, e que será agravado por envolver vítimas idosas e em conjunto, por mais de uma pessoas”, observou o secretário.
Os detidos foram  autuados pela Polícia Civil por latrocínio (roubo seguido de morte) e crime contra o meio ambiente, por suspeita de terem matado dois cães da família.

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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