A decisão desta terça-feira (10) que o tornou réu em ação penal é do Juízo da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Vitória).
Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele praticou os crimes de violência psicológica, ameaça e lesão corporal qualificada. A denúncia também inclui as agressões contra um primo (infração penal de vias de fato) que tentou impedir o conflito, registrado em vídeo (veja abaixo).
No texto ministerial é relatado que o soldado agrediu a esposa fisicamente. “Segurando-a pelas pernas e puxando-a de forma brutal, lançando-a abruptamente ao chão e continuamente desferindo-lhe golpes”.
É dito que as agressões só cessaram quando o soldado foi contido por terceiro e pela imediata chegada de auxílio policial.
A defesa do policial não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.
O texto do MP relata que a rotina do casal era marcada por um cenário de violências praticadas contra a esposa. E elenca os danos a ela causados:
No dia das agressões que resultaram na prisão, o soldado tentou impedir a esposa de ir a um bloco de rua com amigos sem sua prévia autorização.
A atitude que não foi aceita pelo militar. “Aparentemente sob efeito de bebidas alcoólicas, irresignou-se e, demonstrando comportamento agressivo e descontrolado, motivado pelo intenso sentimento de ciúmes, passou a ameaçá-la de lhe causar mal injusto e grave, através de ligações telefônicas e envio de mensagens”, relata a denúncia.
Nas mensagens enviadas para a esposa foi dito: “Eu vou te pegar, e vc tá fudida seu demonio; eu vou te machucar, vai eu vo te machucar tanto”.
Quando ele descobriu que o primo acompanhava sua esposa, teria exigido que a levasse até o estacionamento de um supermercado, onde aguardava. Local onde o conflito ocorreu. O primo tentou impedir as agressões contra a mulher e também foi atingido.