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Vilmara Fernandes

Líder criminoso de região alvo de ataques no ES vai para presídio federal

Justiça  do ES atendeu pedido do Ministério Público para transferir criminoso acusado de controlar facção a partir de ordens enviadas do presídio

Publicado em 13 de Abril de 2026 às 09:51

Públicado em 

13 abr 2026 às 09:51
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Muralha presídio
Crédito: Arte: Geraldo Neto
O traficante Cleuton Gomes Pereira, o Frajola, apontado como líderança da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV), foi enviado para um presídio federal nesta segunda-feira (13). Ele deixou o Espírito Santo por volta das 9 horas.
A transferência para a Penitenciária Federal em Porto Velho (PFPV) foi autorizada pelo Juízo da 7ª Vara Criminal de Vila Velha, com anuência da Justiça Federal de Rondônia. Atendeu a pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
A área de atuação do grupo de Frajola,  a Região 5 de Vila Velha, reúne mais de 20 bairros e tem sido alvo de ataques na disputa com rivais do tráfico de drogas desde o ano passado, com várias vítimas. No dia 1º de fevereiro deste ano, além de ônibus incendidado, houve troca de tiros sem um alvo específico, ferindo quem passasse pelo rua.
Só no mês de março ocorreram pelo menos quatro conflitos.  Situações em que foram atingidos trabalhadores sem nenhum envolvimento com a criminalidade e que perderam suas vidas. Várias operações das polícias Militar e Civil tem sido realizadas na região.
Investigações realizadas pelo Gaeco contra organizações criminosas apontam que Frajola continuava comandando os integrantes da facção mesmo estando detido em unidade de segurança máxima no Estado. 
De lá enviava ordens para a gestão do tráfico, do comércio, distribuição e guarda de armas de fogo/munições, homicídios, lavagem de dinheiro e até para a corrupção de agentes públicos. Controlava ainda o “Tribunal do Crime” na região da Grande Terra Vermelha, com determinações para a execução de desafetos.

“Os catuques”

As investigações que resultaram na realização de três fases da Operação Telic, a última delas no final de março, e que identificou que Cleuton utilizava dos atendimentos jurídicos — foram 651 entre janeiro de 2022 a agosto de 2025 —, além de familiares, para receber e repassar suas ordens relacionadas à gestão da organização criminosa e seus negócios ilícitos.
Entre os detidos na operação estavam três advogados que, segundo as investigações do MP, prestavam atendimento para faccionados, incluindo Cleuton. Um deles foi detido dentro da unidade prisional quando saía com recados após a visita a um dos clientes. 

A operação também prendeu três guardas municipais de Vila Velha, acusados de comercialização de drogas apreendidas.

O que diz a defesa

A defesa de Cleuton é realizada pelo advogado Ricardo Luiz de Oliveira Rocha Filho. Ele destaca que a ida de seu cliente para um presídio federal ocorreu em uma inclusão emergencial.


“Já estávamos monitorando  este pedido e recebemos a informação da transferência dele. Agora terá uma fase de contraditório para que os advogados possam se manifestar, o que faremos esta semana, avaliando se houve algum erro processual e questionando a real necessidade de transferir Cleuton para o presídio em Porto Velho”, assinala.

Outros capixabas em presídios federais

Todos eles também são apontados como lideranças do PCV, mas em outras regiões da Grande Vitória, investigados pela Operação Armistício, do Gaeco. Trata-se de João de Andrade, Carlos Alberto Furtado da Silva, Geovane de Andrade Bento, Geovani Otacílio de Souza e Pablo Bernardes.
Da mesma facção, também foi transferido Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, outra liderança do PCV, e que foi levado para a unidade federal em Catanduvas, no Paraná, em 2024.


Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atuava como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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