Na unidade estão, atualmente, 46 pessoas cumprindo medidas de segurança e 17 internações provisórias, totalizando 63 pacientes, segundo informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que ainda é a responsável pela administração do espaço.
No mesmo período a Sejus e a Sesa assinaram uma portaria conjunta (SEJUS/SESA Nº 001-R) que dará aos pacientes ainda internados um novo destino. A previsão é que o acolhimento deles se encerre a partir de 26 de maio.
Com isto, algumas pessoas vão ser encaminhadas para Residências Terapêuticas; os que têm acolhimento familiar serão direcionados às suas famílias; e os que competem à Rede Socioassistencial, também serão acolhidos em equipamentos próprios.
A portaria informa que a UAT será destinada às pessoas maiores de 18 anos, com transtorno mental e em conflito com a lei. Inclui ainda os que estão em situação de “não cessação de periculosidade”, sem acolhimento familiar e sem critério momentâneo para inserção nos Serviços de Residência Terapêutica (SRTs), que é o caso do canibal, que permanecerá na unidade.
O fim dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico em todo o país leva para o Poder Judiciário os efeitos da Lei Antimanicomial de 2001. Ela pôs fim ao isolamento dos pacientes em unidades psiquiátricas, garantindo a eles tratamento digno e retorno ao convívio social.
Confira as próxima etapas a partir da publicação da portaria: