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Justiça militar

PM que agrediu mulher no ES pode ter nova prisão por crimes militares

Pedido foi feito pela Corregedoria da PM; além da violência doméstica, inquérito aponta ameaça e agressões contra policiais em serviço
Vilmara Fernandes

Publicado em 

25 fev 2026 às 14:14

Publicado em 25 de Fevereiro de 2026 às 17:14

MARCELO RAMOS ARAÚJO
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
A Corregedoria da Polícia Militar pediu uma nova prisão preventiva para o soldado Marcelo Ramos Araújo, 26 anos, apontando que o ele teria cometido crimes militares. O policial foi detido em flagrante no último dia 21 após agressões cometidas contra sua companheira no estacionamento de um supermercado, em Vitória.
De acordo com o órgão corregedor, além de agressões físicas, o soldado teria feito ameaças contra os militares que atendiam a ocorrência, um deles seu superior hierárquico,  declarando: “Vocês vão se foder, seus recrutas, eu vou matar vocês".  
“Ao ser cientificado da voz de prisão, desferiu um soco no rosto do CPU (sargento), quebrando seus óculos, sendo necessária a contenção por quatro policiais militares, com uso progressivo da força”, informa representação encaminhada à Justiça Militar.

Novo inquérito

Na última segunda-feira (23), Marcelo teve a sua prisão em flagrante convertida para preventiva em audiência de custódia, em decorrência da violência praticada contra sua companheira, alvo das agressões, no âmbito da Lei Maria da Penha.
Já o novo pedido decorre de outra investigação, um IPM (inquérito policial militar) instaurado pela Corregedoria da corporação. O documento cita que houve a prática de violência e ameaça praticada contra militares em serviço. Entre os crimes identificados estão:
  • Violência contra superior
  • Recusa de obediência
  • Resistência mediante ameaça ou violência
  • Desacato a superior hierárquico
Segundo a representação, o comportamento do soldado revela elevado grau de agressividade, descontrole emocional e desprezo à autoridade militar. E relata que a agressão física ao sargento teria sido acompanhada de ameaças de morte dirigidas a militares em serviço, considerado afronta à hierarquia e disciplina.
É dito ainda que a vítima das agressões também é policial militar, alvo de um histórico de agressões, ameaças e controle psicológico em seu relacionamento. Aponta risco de intimidação da vítima e de testemunhas, inclusive militares. “O contexto demonstra potencial risco de reiteração delitiva e escalada da violência”.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) já se manifestou favorável ao pedido. “A permanência do investigado em liberdade, diante da gravidade concreta de sua conduta, transmite mensagem de tolerância institucional com atos de indisciplina violenta, o que não pode ser admitido”.
O advogado do militar não foi localizado, mas o espaço segue aberto à manifestação.
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