Trinta e duas pessoas foram presas nos dois últimos meses do ano passado com o uso da tecnologia de reconhecimento facial, que utiliza câmeras de monitoramento, como as que estão em ônibus e prédios públicos. A identificação é feita por meio de inteligência artificial, que a partir da “leitura” dos rostos das pessoas, localiza a presença de criminosos, dos que possuem mandado de prisão em aberto ou estão foragidos.
A maioria dos casos foi por roubo e tráfico, mas há situações de homicídio. Entre os 32, alguns foram detidos por mais de um tipo de crime, e ao todo foram cumpridos 45 mandados de prisão. Veja a lista:
A maioria dos aprisionamentos foi realizada por setores da Polícia Civil. Mas houve ações da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
São dados, segundo o secretário de Estado da Segurança, Leonardo Damasceno, que mostram que o projeto, ainda na fase de testes, vem sendo bem sucedido. “Estamos nos preparando para aumentar o número de licenças para utilização de novas câmeras”, relata.
Na prática, ao identificar alguém com mandado de prisão em aberto, o sistema emite um alerta para uma equipe da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que vai analisar as informações e enviar o comunicado para equipes realizarem a abordagem.
De acordo com Damasceno, a Secretaria se prepara também para avançar no uso de tecnologias embarcadas nas viaturas, como câmeras que vão ajudar a fazer a leitura das placas de carros, com foco nos furtos e roubos.
Um reforço ao que já é feito pelo Cerco Integrado e Inteligente, lançado em 2022, e que utiliza inteligência artificial para o monitoramento veicular.
As viaturas também vão ter acesso a informações biométricas permitindo identificar com mais rapidez os condutores, principalmente nos casos em que a pessoa não transporta o documento.