A suposta tentativa de resgate de um detento foi direcionada ao Centro de Detenção Provisória de Aracruz (CDPA) e chegou à Polícia Penal no sábado (10). A informação era de que 20 pessoas promoveriam o ataque, invadindo a unidade.
“Era uma suspeita, que poderia não ser real, mas decidimos nos mobilizar diante do alerta, adotando ações preventivas. Retiramos o preso do local e reforçamos a segurança da unidade para que se acontecesse qualquer ocorrência, estaríamos em condições de reagir”, explicou José Franco Morais Junior, diretor-geral da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES).
Para o CDPA foram levadas equipes da Diretoria de Operações Táticas (DOT), que atua com ações de segurança e controle de conflitos em ambiente carcerário.
O detento que seria alvo do suposto resgate não tem um histórico criminal expressivo. Mas foi transferido por segurança.
Na sequência ele tentou utilizar a situação para fugir do Complexo Penitenciário de Viana, chegou a caminhar pelas ruas internas por quase 500 metros, até ser ferido a tiro e detido após um dos policiais reagir.
Ele foi socorrido para um hospital estadual, sob escolta da Polícia Penal. Passou por uma cirurgia e está estável, segundo informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), responsável pela administração das unidades prisionais.
Já na manhã de domingo, por volta das 11 horas, uma outra ocorrência foi registrada na Penitenciária Estadual de Vila Velha 1 (PEVV 1). Cinco servidores realizavam um procedimento na galeria denominada de ‘Charlie’, quando um detento foi em direção ao policial penal que acompanhava os trabalhos, em uma tentativa de pegar a sua arma.
O preso recebeu ordem para voltar para seu lugar, mas se manteve seguindo em direção ao policial. Foram efetuados disparos contra o detento por outros dois policiais. Momento em que o interno se jogou no chão. Ele foi conduzido para sua cela e, posteriormente, seguiu para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) e para o Departamento Médico Legal (DML), para exames de corpo de delito.
Segundo Franco, estas ações por parte dos detentos acabam sendo rotineiras. “Estamos em um sistema controlado, mas há situações em que tentam reagir contra a contra a disciplina, contra a ação dos policiais. Uma vez ou outra isto acontece. Mas o importante é que conseguimos fazer a contenção e estas ações não são cumpridas, mesmo em casos mais graves, como o que ocorreu em Viana”.