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Política

Depois de nove meses de Bolsonaro, o que nasceu no Brasil?

Nasceram muitos cortes na educação, na saúde, na segurança. A cada corte, uma sangria era gerada nas pessoas. Um corte sem a anestesia do diálogo, da transparência e do senso de justiça

Publicado em 03 de Outubro de 2019 às 08:01

Públicado em 

03 out 2019 às 08:01
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

viniciusfigueira18@gmail.com

Brasília, sede do governo federal Crédito: Divulgação
Inicio hoje minha participação semanal por aqui. Sigo com muita alegria na missão de lhe fazer pensar, e pensar dói. A propósito, coloco o pé nesta jornada já lhe fazendo pensar. No último dia 1º de outubro, o “novo governo” completou nove meses de gestão, que é um tempo naturalmente essencial para gerar e nascer algo, e por isso me pergunto, e pergunto aos capixabas, brasileiros e brasileiras: depois de nove meses, o que nasceu no Brasil?
Nasceram muitos cortes na educação, na saúde, na segurança. A cada corte, uma sangria era gerada nas pessoas, nas ruas, nas universidades. Um corte sem a anestesia do diálogo, da transparência, do senso de justiça, só pode acarrear uma hemorragia político-social difícil de se estancar.
Nasceu ainda um terrível ódio que vem inundando grupos e instituições, determinando o conceito de “todos contra todos” (Leandro Karnal). A intolerância está sendo a marca de quem nos governa neste tempo, está sendo a marca da sociedade (des) governada. Isso é tão verdade que já vemos pessoas pregando contra o ódio, com ódio. Isso é terrível! Ou seja, o ódio está invadindo a todos. Essa onda, se é que possamos assim chamar, parece ter sido gerada neste governo que governa atacando, esquece de driblar, fazer passes, mirar a trave para acertar. Ele se contenta em fazer da raiva o seu palco, anulando a diplomacia, a educação e até mesmo a soberania (termo que ele tanto aprecia e exala).
Nasceu também um Deus. Um Deus que deixou de ser gente, de viver no meio de gente, para estar “acima de todos”. Que Deus é esse que nosso governo tanto gosta de mencionar? É o Deus soberano, que governa seu povo de cima e não no meio; é o Deus que ocupa um trono ditatorial e impera com convicções. É o Deus que governa olhando para o próprio poder ao invés de divinizar a realidade nua e crua do seu povo.
Por outro lado, vimos várias reformas nascendo, ganhando corpo, deixando de ser PEC para virar lei, sobretudo a da Previdência, que cresceu e foi gerada junto da Câmara federal, agora no Senado, e segue para os finalmentes para poder se tornar realidade.
O sentimento que me acompanha (não sei se a você também), é de que estamos vivendo num país que não “saiu das dores de parto”. São contrações agudas e profundas por todas as partes. São muitos que pressionam para “o gigante renascer”, mas parece um parto delicado. As complicações são inúmeras, faltam-se articulações, sobram ideologias, jogo de cintura, experiência. Não se tem gestação e nem gestão.
Fico na expectativa de ouvir pelo menos o primeiro rezingo de um recém-nascido que fora expurgado deste parto complicado. Do contrário, vai sobrar para nós, daqui quatro anos, fecundar nossa esperança e tentar de novo! Até a próxima quinta.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

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