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Orgasmo

Desejo é decisão

A sexóloga Virgínia Pelles explica que é preciso "querer ser desejado e desejar",  e adianta que problemas para chegar ao orgasmo podem ser tratados com a ajuda de especialistas

Publicado em 18 de Outubro de 2019 às 19:04

Públicado em 

18 out 2019 às 19:04
Virgínia Pelles

Colunista

Virgínia Pelles

virginia.pelles@gmail.com

Para a sexóloga, sexo é qualidade de vida e problemas como a falta de desejo e de orgasmo devem ser tratados  Crédito: shutterstock.
Semana passada finalizei meu texto dizendo que “desejo é decisão”, e se você não leu, corre lá para não perder nada. Hoje vamos entender o que significa essa minha frase tão desafiadora! O desejo sexual é uma das fases do ciclo da resposta sexual humana, e geralmente vem acompanhado ou seguido da excitação e do orgasmo. E o orgasmo nada mais é que um momento de satisfação sexual ou ponto máximo da excitação sexual - o clímax - sendo descrito por muitos como uma sensação intensa de prazer, tanto no homem como na mulher, muitos relatam ainda uma enorme sensação de relaxamento e bem-estar.
De uma forma bem, mais bem resumida, o desejo é a vontade de fazer sexo, uma “situação mental”, que pode ser estimulada pela visão, tato, olfato, audição ou mesmo paladar. Por isso, os sentidos são tão importantes na hora do sexo. E a excitação é a resposta corporal ao desejo. Nas mulheres há lubrificação vaginal e intumescimento do clitóris, nos homens, ereção (endurecimento) do pênis. Podemos observar vários outros sinais, que variam de pessoa para pessoa, mas vamos ficar resumidamente nas principais respostas.
O orgasmo é secundário a essas fases, e nem todos sabem o que é. De uma forma mais didática podemos dizer que são contrações nos músculos da região pélvica que ficam ao redor da vagina, pênis e ânus - cientificamente chamados de musculatura do assoalho pélvico - que dura apenas alguns segundos. Muitas pessoas relatam ser uma sensação semelhante a “pulsação” ou como se essa região estivesse “piscando”. São contrações rítmicas, involuntárias, ou seja, não podemos controlar. Associada a uma intensa sensação de prazer, com certeza a maior sensação que acontece durante todo o ato sexual. Por isso o termo “gozando” é tão usual, porque se trata de uma sensação muito agradável. Lembrando que orgasmo não é sinônimo de ejaculação. Por isso iremos nos ater a ele.
O orgasmo é uma sensação, por conta disso podemos afirmar que está mais ligado ao nosso psicológico, ao fato de sermos mais sensitivos e nos permitirmos sentir. Depois que vem a parte física. E um sinônimo um tanto comum é o “gozar”, que está diretamente ligado a essa sensação de prazer. Por isso é tão  importante se concentrar no ato sexual, pois qualquer desvio de pensamento e de concentração pode retardar ou prejudicar  o desenrolar do ato. E se o desejo precede o orgasmo, antes de tudo você precisa decidir desejar e ser desejado para que, de fato, ocorra uma mudança em sua sexualidade.
Tanto a diminuição do desejo (transtorno do desejo sexual hipoativo) como a falta de prazer (anorgasmia) dentre tantas outras coisas, são disfunções sexuais, todas tratáveis. O que devemos entender é que em caso de falta de desejo ou de orgasmo, devemos procurar ajuda - e logo! -  para investigar as questões físicas, mas também emocionais e psicológicas.  O ideal é procurar um profissional da saúde, desde médicos ginecologistas (para mulheres), a urologistas ou andrologistas (para homens), psicólogos e  sexólogos. Tudo com o objetivo de investigar as causas que podem ser orgânicas, clínicas (como alterações hormonais, inflamações, infecções, entre outras). A terapia sexual com um profissional graduado e especializado na área ajuda bastante também. E detalhe: para alcançar orgasmos você já nem precisa sair mais de casa, muitos profissionais já realizam atendimento online. O importante é entender que sexo é qualidade de vida e que não dá para ficar nessa vida, que é passageira,  sem ter desejo ou orgasmo. Mas se o seu caso é só falta de criatividade, anote aí que sexta que vem vamos falar disso...

Virgínia Pelles

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