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Virgínia Pelles

Não há receita para o orgasmo, só se permitir sentir

O orgasmo é uma das fases do ciclo da resposta sexual humana, para que ele aconteça deve ser precedido do desejo e da excitação

Publicado em 03 de Abril de 2019 às 19:27

Públicado em 

03 abr 2019 às 19:27
Virgínia Pelles

Colunista

Virgínia Pelles

virginia.pelles@gmail.com

Cena do filme "Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro", no qual a personagem de Meg Ryan simula um orgasmo em uma lanchonete de Nova York Crédito: Divulgação
Primeiramente o que é orgasmo? Podemos afirmar que é a satisfação sexual ou ponto máximo da excitação sexual, o clímax, pico do prazer, tanto no homem como na mulher, seguida de uma enorme sensação de relaxamento e bem-estar. É uma das fases do ciclo da resposta sexual humana, para que ele aconteça deve ser precedido do desejo e da excitação.
De uma forma bem, mas bem resumida, o “desejo” é a vontade de fazer sexo, uma “situação mental”, que pode ser estimulada pela visão, tato, olfato, audição ou mesmo paladar. Por isso os sentidos são tão importantes na hora do sexo. E a “excitação” é a resposta corporal ao desejo, nas mulheres há lubrificação vaginal e intumescimento do clitóris, nos homens há ereção (endurecimento) do pênis. Podemos também observar vários outros sinais, que variam de pessoa para pessoa, por conta de sermos únicos, portanto vamos ficar resumidamente nos principais.
Orgasmo feminino Crédito: Reprodução/Pixabay
E o orgasmo é secundário a essas fases, podemos dizer que se apresenta como contrações nos músculos da região pélvica que ficam ao redor da vagina, pênis e ânus, cientificamente chamados de musculatura do assoalho pélvico. Dura apenas alguns segundos. É semelhante a uma sensação de “pulsação” ou “piscando”. São contrações rítmicas, involuntárias, ou seja, não podemos controlar. Associada a uma intensa sensação de prazer, a maior que acontece durante o ato sexual. Por isso que se diz que está “gozando”, ou seja, tendo uma sensação muito agradável. Lembrando que orgasmo não é sinônimo de ejaculação. Por isso iremos nos ater ao orgasmo.
O orgasmo é uma sensação, por conta disso podemos afirmar que está mais ligado ao psicológico, ao fato de ser sentir, ao ser sensitivo, ao se permitir a sentir, e depois vem a parte física. E um sinônimo um tanto comum é o “gozar”, que está diretamente ligado a uma sensação. Por isso é importante se concentrar no ato sexual, pois qualquer desvio de pensamento e de concentração pode retardar ou prejudicar essa fase da relação sexual.
E, se não se tem orgasmo, devemos investigar as questões físicas, mas principalmente as emocionais e psicológicas. Deve-se sim procurar um profissional de saúde, desde médicos ginecologistas (para mulheres), urologistas ou andrologistas (para homens), psicólogos e fisioterapeutas pélvicos especialistas em sexualidade, pois é preciso investigar as causas que podem ser orgânicas, clínicas do corpo (como alterações hormonais, inflamações, infecções, entre outros). A terapia sexual com um profissional graduado e especializado na área ajuda bastante também. E detalhe: para alcançar orgasmos você já nem precisa sair mais de casa, muitos profissionais já realizam atendimento on-line.
E o grande aliado das mulheres no orgasmo é o clitóris ou grelo, uma parte visualmente localizada acima da uretra, mas o que se vê é apenas a ponta do iceberg. Ele circunda toda parte superior e laterais do óstio vaginal, é como se víssemos apenas a pontinha de Y invertido. O que sabem é que tudo é orgasmo, com grande participação ou até mesmo exclusiva participação do clitóris. Apenas uma parte do público feminino consegue estimular o clitóris com a penetração, e é possível dizer que aproximadamente 75% a 80% das mulheres necessitam de um estímulo diretamente no clitóris para ter o orgasmo na hora da penetração. Não existe uma receita para o prazer, o que se precisa é se descobrir e praticar bastante.

Virgínia Pelles

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