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Vitor Vogas

Ciciliotti pode virar conselheiro do TCES

Aliado histórico de Casagrande ganha força nos bastidores

Publicado em 08 de Fevereiro de 2019 às 00:22

Públicado em 

08 fev 2019 às 00:22

Colunista

Charge Crédito: Arabson
Com a iminente abertura da vaga do conselheiro Valci Ferreira no Tribunal de Contas do Estado (TCES), o governador Renato Casagrande (PSB) já começa a trabalhar para emplacar um nome de sua máxima confiança como substituto de Valci. Nesse contexto, um aliado histórico de Casagrande ganha força nos bastidores: o presidente estadual do PSB, Luiz Carlos Ciciliotti.
Num primeiro momento, Ciciliotti não aparecia na lista de favoritos para substituir Valci na estratégica cadeira de conselheiro do TCES. Outros aliados de Casagrande eram apontados antes dele na banca de apostas, como o atual secretário estadual de Governo, Tyago Hoffmann (PSB), e o atual secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz (PPS).
Ambos seriam nomes mais óbvios. No momento, estão muito mais em evidência que Ciciliotti. Tanto Hoffmann como Diniz ocupam posições de destaque no primeiro escalão do governo Casagrande e trabalham diretamente na articulação política do governo. A vaga de Valci será preenchida pela Assembleia Legislativa, por votação dos deputados em plenário. 
Ciciliotti, por sua vez, não está na vitrine no momento. No dia 2 de janeiro, foi nomeado assessor especial na Secretaria de Governo, um cargo muito discreto, subordinado a Hoffmann.
Essa momentânea falta de visibilidade pode pesar contra Ciciliotti? A princípio, sim. Olhando-se o padrão dos últimos nomeados para o TCES, todos, quando escolhidos, ocupavam cargos proeminentes, na Assembleia ou no Executivo.
Por outro lado, a estratégia de Casagrande parece ser exatamente a de “esconder” Ciciliotti na manga, para preservá-lo, como uma carta a ser lançada na mesa na hora certa. Uma fonte da coluna vinculada ao PSB confirma: “Você tem que olhar justamente quem não está na vitrine. Ciciliotti é o sonho dourado. Esse é o objetivo estratégico. E é a vontade que parte do governador”.
Além disso, uma segunda fonte, com trânsito livre no Palácio Anchieta, descarta os nomes de Hoffmann e de Diniz para a vaga de Valci. Questão de “tempo político”. Em primeiro lugar, os dois são muito jovens – ambos têm 38 anos – e podem pleitear a vaga de outro conselheiro no futuro. Em segundo lugar, não faria sentido Casagrande escalar os dois para posições tão relevantes no governo e, logo na largada da administração, deslocar um deles para o TCES. Tanto Hoffmann como Diniz ainda têm uma missão a cumprir: dentro do próprio governo.
“Embora tenham capacidade, os dois não cabem neste momento. A vaga de Valci surge num momento inadequado para os dois. O governo precisa de ambos onde eles estão”, afirma um interlocutor de Casagrande.
Por sua vez, do ponto de vista de Casagrande, o experiente Ciciliotti teria o perfil desejado e atenderia a todos os pré-requisitos: além da fidelidade política e partidária, goza da confiança irrestrita do governador e de respeitabilidade junto à classe política.
Com auxílio de Diniz e Hoffmann, Casagrande traçará um plano de ação até domingo e manterá conversas individuais com todos os deputados sobre o tema. Antes disso, deve conversar com o presidente da Assembleia, Erick Musso (PRB), o líder do governo, Enivaldo dos Anjos (PSD), e Marcelo Santos (PDT), suposto postulante à mesma vaga.

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