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Curtas Políticas

Duelo na eleição em Vila Velha: Renato Casagrande x Renato Casanova

E mais: Em Cariacica, filha de candidato não apoia o próprio pai; Euclerinho Paz e Amor cai na ciranda; Sérgio Sá não chega a tanto, mas curte um bom vídeo-game, enquanto Assis faz pronunciamento muito sério à nação

Publicado em 11 de Novembro de 2020 às 20:06

Públicado em 

11 nov 2020 às 20:06
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Renato Casanova e Renato Casagrande
Renato Casanova e Renato Casagrande Crédito: Reprodução YouTube e Findes
De maneira inesperada e quase acidental, a eleição a prefeito de Vila Velha produziu um "duelo" que pode ser considerado um novo clássico instantâneo da política capixaba; de um lado, Renato Casagrande; do outro, Renato Casanova. 
Casagrande dispensa apresentações. O governador do Espírito Santo não apoia declaradamente ninguém na disputa em Vila Velha. Mas seu partido, o PSB, apoia a reeleição de Max Filho (PSDB). E, como mostramos aqui na última segunda-feira (9), Max está apostando pesadamente na sua boa relação política e institucional com o governo Casagrande para passar sem sustos para o 2º turno no próximo domingo (15).
Já Renato Casanova é o também muito conhecido vocalista da banda Casaca, especializada no mais genuíno ritmo capixaba: o congo. Com origem na Barra do Jucu, o cantor de "Ondas do Barrão" e "Anjo Samile" é um dos artistas locais que dão voz à última música de campanha do arquirrival de Max Filho e adversário dele nessa eleição, o ex-prefeito Neucimar Fraga (PSD). Trata-se de um jingle com o lema da "retomada". Assim, Casanova está apoiando o retorno de Neucimar à prefeitura.
Em tempo: talvez, nessa "disputa acidental", Casanova seja até mais famoso que o xará politicamente mais importante. O governador não teve um álbum de música enviado para Marte em uma sonda da Nasa. 

AVELLYNA NÃO APOIA AVELINA

Avellyna Moraes declara apoio a Saulo Andreon
Avellyna Moraes declara apoio a Saulo Andreon Crédito: Reprodução Instagram
Na eleição a prefeito de Cariacica, como se já fosse pequena a crise instaurada na família Moraes Avelina, a filha de Adilson Avelina, candidato a prefeito da cidade pelo PSC, declarou apoio a outro candidato: Saulo Andreon (PSB). O nome da jovem é Avellyna Moraes. A pronúncia é a mesma e ela assim foi batizada em homenagem ao pai.  Avellyna (a filha) é filiada ao PSB de Saulo Andreon e faz parte da direção da ala jovem do partido em Cariacica. 
A esposa de Adilson Avelina (o pai) é a vice-governadora Jaqueline Moraes, filiada ao PSB, como a filha. Nessa disputa local, Jaqueline também decidiu apoiar o candidato do seu partido, Saulo Andreon, em detrimento do próprio marido. Ou seja, nessa disputa eleitoral/familiar, a filha do casal decidiu acompanhar a mãe, em detrimento do pai. E Adilson Avelina ficou sem apoio em casa.

EUCLÉRIO PARA BAIXINHOS

Esta é daquelas cenas que só processos eleitorais proporcionam. Não pensei que eu fosse viver para ver isso, mas, em um vídeo de campanha, o deputado estadual Euclério Sampaio (DEM), candidato a prefeito de Cariacica, aparece em uma rodinha de crianças, de mãos dadas com elas e brincando de "ciranda cirandinha". Até seu cabelo espetado, no estilo porco-espinho, foi domado: molhado e penteado para trás. 
Euclério cai na ciranda
Euclério cai na ciranda Crédito: Reprodução Facebook

EUCLERINHO PAZ E AMOR

Aliás, no figurino de candidato, poucos concorrentes no Espírito Santo passaram por uma metamorfose tão grande na imagem quanto Euclério. Historicamente conhecido pelo estilo irascível  no plenário da Assembleia e pela fama de indomável que o precede, o Euclério Pavio Curto de tantos e tantos embates como deputado estadual deu lugar ao Euclerinho Paz e Amor, pelo menos durante a campanha. No já citado vídeo, o texto traz frases melosas e sentimentais como “O amor sempre vencerá o ódio" e um convite à união de forças e à pacificação: "Chega de guerras".

SÉRGIO SÁ NO JOGO ELEITORAL

Enquanto isso, em Vitória, o candidato a prefeito Sérgio Sá (PSB) fez um post com uma foto em que aparece jogando "Age of Empires", um dos jogos de vídeo-game mais populares, na atualidade, na tribo dos gamers. Ele promete desenvolver a indústria de games na cidade, se eleito for. É, com o crescimento desse nicho, o voto gamer nunca foi tão importante....
Sérgio Sá joga vídeo-game
Sérgio Sá joga vídeo-game Crédito: Reprodução Instagram

A VASSOURINHA DE ARNALDINHO

Quem também caiu na brincadeira, usando bom-humor em seu material de campanha, foi o vereador Arnaldinho Borgo (Podemos), candidato a prefeito de Vila velha. Não, ele não é Jânio Quadros, mas, nessa animação produzida por sua equipe de campanha, o candidato empunha uma vassoura e, literalmente, varre as carinhas de Neucimar Fraga e Max Filho para dentro de um buraco. Os dois, no caso, segundo a proposta da campanha, simbolizam a "velha política", da qual o próprio Arnaldinho seria antítese. Se vai colar, não sei. Mas ficou divertido. 
Arnaldinho com a vassoura
Arnaldinho com a vassoura Crédito: Reprodugão Instagram

MAS ASSIS NÃO QUER SABER DE BRINCADEIRA

Voltando a Cariacica, quem não está nem um pouco para brincadeira (ao contrário, talvez levando-se a sério demais) é o Subtenente Assis, candidato a prefeito bolsonarista pelo PTB. Em tom muito austero, Assis dirige-se não só ao eleitorado cariaciquense, mas a toda a nação brasileira, em um vídeo veiculado por sua campanha (lembremos: a prefeito de Cariacica).
Em tom apocalíptico, ele fala do risco de um novo lockdown em caso de eleição de candidatos de esquerda (tecnicamente, nunca foi decretado lockdown na Grande Vitória desde o início da pandemia). Pede votos para um candidato de Belo Horizonte. Cita negativamente Manuela D'Ávila (PCdoB), candidata a prefeita de Porto Alegre. E chega a incluir Euclério Sampaio no rol de candidatos de esquerda. 
Pronunciamento à nação de Subtenente Assis
Pronunciamento à nação de Subtenente Assis Crédito: Reprodução Instagram
Olha... Euclério pode até ter virado o homem mais pacífico do mundo, semeador da paz e campeão da "ciranda, cirandinha". Mas o que o conservador Euclério não virou, mas de jeito nenhum, é um político de esquerda. 

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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