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Fogo no parquinho (da escola fechada)

Majeski diz que Sedu, no governo Casagrande, é como na gestão de PH

Deputado deu a entender que sua tolerância chegou ao limite e afirmou que, agora, "está na hora de falar" e de "expor para a sociedade uma infinidade de coisas" relacionadas à atual gestão da Secretaria de Estado da Educação no atual governo

Publicado em 28 de Julho de 2020 às 15:25

Públicado em 

28 jul 2020 às 15:25
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Sergio Majeski e Vitor de Paula
O deputado Sergio Majeski criticou a pasta comandada por Vitor de Angelo Crédito: Lissa de Paula/Ales e Reprodução
Em nova rajada de fogo amigo contra o governo Casagrande, o deputado estadual Sergio Majeski expressou nesta segunda-feira (27), durante sessão da Assembleia Legislativa, profunda insatisfação com a Secretaria de Estado de Educação (Sedu), deu a entender que sua tolerância chegou ao limite e afirmou que, agora, "está na hora de falar" e de "expor para a sociedade uma infinidade de coisas" relacionadas à atual gestão da pasta, comandada desde o início do atual governo pelo cientista político Vitor de Angelo.
Majeski declarou que tem "críticas substanciais" à Sedu e chegou a dizer que o comando da atual secretaria "não é muito diferente" do que era no governo anterior, de Paulo Hartung (2015-2018), quando a Sedu foi chefiada pelo economista Haroldo Corrêa Rocha. Nos quatro anos do governo de Hartung, coincidentes com o primeiro mandato de Majeski na Assembleia, a atuação do parlamentar foi marcada por críticas intensas e constantes à gestão de Haroldo.
Desde 2018, Majeski é filiado ao PSB, partido que está no poder com o governador Renato Casagrande. Na sessão desta segunda-feira, o deputado dirigiu suas críticas à Sedu ao justificar seu voto após o plenário rejeitar pedido de urgência da deputada Iriny Lopes (PT) a um projeto de autoria dele mesmo: o "que estabelece que as escolas estaduais só serão reabertas após a pandemia ser controlada e garante o cumprimento dos critérios da OMS para a posterior reabertura".
O líder do governo em plenário, Dary Pagung (também do PSB), orientou a base a votar contra o pedido de urgência, o qual, se aprovado, levaria o projeto de Majeski a ser votado já na sessão desta terça-feira (28). Dary argumentou que a Sedu já tem uma equipe de especialistas trabalhando na definição de um protocolo seguro para o retorno às aulas. Majeski perdeu por 20 votos a cinco. Ao justificar o voto, o deputado fez praticamente um desabafo, repleto de ameaças ao governo:
"Nessa história está tudo muito ruim. Então essa história de que 'ah, tem um grupo de trabalho', nós sabemos perfeitamente como isso tem funcionado. E eu começo a achar que... Eu estava acostumado a lidar com o Haroldo [Corrêa Rocha], na gestão do Paulo Hartung, em que as coisas aconteciam do jeito que Haroldo queria, e parece que agora não é muito diferente. Há um diálogo de mudo, se fala e a Secretaria de Educação pode até ouvir, mas só ouve. Não acontece nada"
Sergio Majeski (PSB) - Deputado estadual
E prosseguiu:
"Então, assim, eu ainda vou voltar a esse tema. Eu tenho críticas substanciais. Eu tenho observado muitas coisas acontecendo, mas agora está na hora de falar. Está na hora de expor para a sociedade uma infinidade de coisas e levantar uma série de questionamentos e uma série de coisas que precisam ser urgentemente esclarecidas, porque as coisas não estão caminhando tão perfeitamente quanto parece que estão. Mas nós faremos isso nas próximas sessões."

SITUAÇÃO OU OPOSIÇÃO?

Conclusão: o discurso de Majeski foi de fazer inveja aos poucos deputados de oposição ao governo Casagrande na Assembleia.

DIGA-ME COM QUEM VOTAS...

A propósito, na votação do pedido de urgência, além de Majeski e do casagrandista Luciano Machado (PV), os três votos a favor vieram de deputados da oposição: Capitão Assumção (Patriota), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Vandinho Leite (PSDB).

AÍ SE ENTENDE A POSIÇÃO DO PSB

Por essas e outras, Majeski reforça algo que já tratamos de analisar aqui: dentro do próprio PSB, da base do partido às cúpulas municipal e estadual, quase ninguém faz questão alguma de lançar Majeski a prefeito de Vitória. Independente e incontrolável, o deputado não é considerado nem um pouco "partidário". Se ele chegar à prefeitura, o PSB não tem nenhuma certeza de que realmente chegará à prefeitura com ele, apesar de hoje ele ser um quadro do PSB.
Se depender do PSB, o candidato será mesmo o vice-prefeito Sérgio Sá, que por sinal está fazendo um trabalho hercúleo para viabilizar candidatura, diferentemente de Majeski.

XAMBINHO COM RED BULL

Agora vamos para a "seção humor". É um erro comum, mas foi engraçado. Também na sessão da Assembleia nesta segunda-feira, o deputado Alexandre Xambinho defendeu que "precisamos de ações mais energéticas". Quis dizer "enérgicas", é claro.

A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 1

Na Assembleia Legislativa, às vezes, as coisas acabam em pizza. Nesta segunda-feira, acabaram só em queijo mesmo, sem os outros ingredientes. Os deputados se preparavam para iniciar a votação de um projeto de Luciano Machado (PV), que transforma a cidade de Afonso Cláudio na capital capixaba do queijo. Antes de iniciar o rito, o presidente da Casa, Erick Musso, comunicou aos demais, de gozação: "O deputado Luciano falou que, se esse projeto for aprovado, ele vai dar um queijo para cada um".

A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 2

"Ainda bem que você falou antes, senão ele não ia pagar", retrucou Gandini, entrando na brincadeira. Theodorico Ferraço também entrou: "Só Afonso Cláudio? Guaçuí [terra de Machado] também tem um queijo bom, hein!", provocou, com um riso no canto da boca. "Faz a emenda que o Ferraço pediu, presidente!", sugeriu Gandini a Erick, e completou a própria piada: "Ferraço pediu pra botar mais um município, eu acho que eu vou botar dois. Eu não vou fazer a emenda não, mas fica a dica aí depois para o deputado Ferraço".

A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 3

E assim prosseguiram por um tempo. Aí Gandini, como presidente e relator do projeto na Comissão de Justiça, deu parecer pela constitucionalidade e colheu os votos dos colegas. Na vez de Enivaldo, este não resistiu a uma nova troça: "Senhor presidente, acompanho o seu voto desde que Vossa Excelência me permita recusar esse queijo, porque a legislação proíbe o parlamentar de receber presentes".

A MELHOR PIADA LEVA O QUEIJO 4

"[A  proibição] é acima de R$ 100,00. Esse queijo do Luciano é mais barato. Custa mais de R$ 100,00 esse queijo?", perguntou Gandini. E Enivaldo, entre risos: "É dos pequenos presentes que se chega aos grandes". Ferraço, então, levou o prêmio de melhor piada: "A legislação proíbe você de receber o queijo, mas não de comer o queijo". Risos gerais.

VOU ALI E JÁ VOLTO!

O signatário da coluna sai de férias e retorna à labuta diária no dia 10 de agosto. Até lá!

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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