Erramos: Na primeira versão desta coluna, publicada às 15h15 desta terça-feira (17), afirmamos que Júnior Bola (PSB) tinha o favoritismo para ser o vice na chapa de Max Filho e provavelmente seria confirmado. Na verdade, conforme corrigido às 16h25, o PSB abriu mão da vice, que ficará novamente com Jorge Carreta (PP).
Tendo no governador Renato Casagrande seu principal líder estadual, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) apoiará a candidatura do prefeito Max Filho (PSDB) à reeleição em Vila Velha. O apoio já está selado e foi anunciado na tarde desta quinta-feira (17).
O companheiro de chapa de Max será, novamente, o atual vice-prefeito, Jorge Carreta (PP). Para a posição de vice na chapa de Max Filho, o nome indicado pelo PSB era o do professor Júnior Bola (PSB). Era um nome que "passava bem" pelo prefeito como companheiro de chapa, até por terem proximidade política e administrativa.
De 2017 a 2018, no primeiro biênio do atual mandato de Max, Bola fez parte da administração municipal, como subsecretário de Educação. Detalhe: ele foi nomeado por Max para o cargo, em 2017, na “cota pessoal” do próprio prefeito, não por indicação do PSB, que não fez parte oficialmente da atual administração. No entanto, o posto de vice ficou mesmo para o preferido de Max: Carreta.
O fechamento da aliança do PSB de Casagrande com Max em Vila Velha se deu até por uma questão de limitação de opções, ou “encurralamento eleitoral”: o PSB foi empurrado para o palanque de Max a partir da decisão do ex-prefeito Neucimar Fraga (PSD) de lançar nova candidatura à prefeitura, com o apoio do deputado estadual Hércules Silveira (MDB) e tendo o vereador Ricardo Chiabai (Cidadania) como vice, conforme anunciado na manhã desta quinta-feira.
Até a véspera, o PSB ainda estava num dilema, dividido entre o apoio a Max ou a Neucimar. Parte dos dirigentes preferia ficar com o atual prefeito, enquanto outra ala preferia entrar na coligação do ex-prefeito.
Mas a prioridade dos dirigentes do PSB sempre foi emplacar Júnior Bola como vice, como uma das condições para fazer a sua escolha, por entenderem que a presença de um quadro do partido numa chapa majoritária era o mínimo que correspondia ao PSB por seu tamanho atual na política estadual (é o partido que governa o Estado). Em outras palavras, o PSB estava decidido a apoiar quem quer que garantisse à sigla a vaga de vice.
Com o fechamento da chapa Neucimar/Chiabai, essa porta foi completamente fechada para o partido de Casagrande, e essa opção foi riscada. O partido, assim, seguiu para os braços de Max.
REUNIÃO DECISIVA: OS PONTOS SEM NÓ
Dirigentes do PSB e do PSDB tiveram uma última conversa, definitiva, para amarrar alguns últimos detalhes antes de anunciarem oficialmente a aliança, na tarde desta quinta-feira. Um dos pontos que precisavam acabar de ser amarrados era justamente a acomodação ou não de Bola ao lado de Max na chapa.
O partido acabou cedendo e abrindo mão da vice para Jorge Carreta. Pesou nessa decisão uma contrapartida importante: o PP, sigla de Carreta, decidiu apoiar a candidatura de Sérgio Sá (PSB) em Vitória, além de outros candidatos do partido do governador em outros municípios.
A outra “pendência” que o PSB teria que resolver com Max diz respeito à próxima eleição estadual, em 2022. E aí temos um ponto mais complexo e delicado. Mantido o curso natural das coisas, Casagrande há de pleitear a reeleição. Mas, como sabe até a estátua de Domingos Martins na Praça João Climaco, ali ao lado do Palácio Anchieta, Max ainda pretende um dia adentrar o edifício oficial como governador do Estado (algo que nunca tentou de fato).
Em 2018, o prefeito ensaiou lançar candidatura ao governo, mas não encontrou um partido que lhe garantisse legenda para disputar. Em 2022, em tese, ele poderá tentar de novo, principalmente se for reeleito agora e ainda estiver na prefeitura, com força política.
O PSB, por evidente, não tem nenhum interesse em ver Max daqui a dois anos como adversário eleitoral de Casagrande. Por isso, dirigentes socialistas também esperam que o prefeito apoie a reeleição do governador em 2022, em troca do apoio do PSB à sua reeleição em Vila Velha agora.
RÁPIDA: PP QUER ESMERALDO
O PP é o partido de Jorge Carreta e, a propósito da sigla, seus dirigentes querem filiar o deputado estadual José Esmeraldo, desligado do MDB.