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Eleições 2020

Presidente da OAB-ES apoia Mazinho na eleição a prefeito de Vitória

Candidato afirma, porém, que o apoio é do "amigo" e da "pessoa física". Mazinho também intensifica críticas contra vários adversários eleitorais

Publicado em 06 de Outubro de 2020 às 19:26

Públicado em 

06 out 2020 às 19:26
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

José Carlos Rizk apoia Mazinho em Vitória
José Carlos Rizk apoia Mazinho em Vitória Crédito: Instagram de Mazinho dos Anjos
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Espírito Santo (OAB-ES), José Carlos Rizk Filho, manifestou seu apoio à candidatura do vereador Mazinho dos Anjos (PSD) a prefeito de Vitória. O apoio foi registrado em um story publicado por Mazinho em suas redes sociais no último sábado (3). “Presidente tá junto com a gente”, diz a mensagem de Mazinho, no story.
Mazinho confirma o apoio, mas diz que Rizk está com ele como amigo e como pessoa física, não como presidente da instituição que representa a sua categoria (o vereador também é advogado):
“Sim, eu tenho o apoio dele, pela amizade dele comigo, não como presidente da Ordem. O apoio é do Zé Rizk, pessoa física. Somos amigos há cerca de 25 anos”, afirma Mazinho, que acaba de completar 39.
Ele conta que ambos são amigos dos tempos de escola. Na adolescência, ele mesmo estudava no colégio Nacional, da Praia do Canto, enquanto Rizk estudava no Sacre Coeur de Marie, no mesmo bairro. “Tínhamos a mesma turma de amigos. Eu morava em Santa Lúcia e ele, na Praia do Canto”. Para quem não conhece Vitória, os dois bairros são vizinhos e ficam na regional 5 da cidade.
A amizade, relata Mazinho, foi intensificada no movimento estudantil. Os dois cursaram Direito, contemporaneamente, na Faculdade de Direito de Vitória (FDV). “Eu era presidente do DCE Sobral Pinto, enquanto o Rizk era presidente do Centro Acadêmico de Direito Milton Murad. Por isso chamo ele de 'presidente' desde aquela época”, relembra o candidato a prefeito.
Rizk também apoiou a candidatura de Mazinho a vereador de Vitória em 2016. Em contrapartida, teve o apoio de Mazinho em suas duas campanhas a presidente da OAB-ES, tanto em 2015 (quando perdeu para Homero Mafra) como em 2018 (quando venceu).
Mazinho afirma também contar com o apoio de integrantes de outras entidades, mas não das próprias. “Tenho o apoio de praticamente todos os presidentes de sindicato da Findes e de muitos membros da diretoria da Ordem, assim como de praticamente toda a diretoria da CDL [Câmara de Dirigentes Lojistas]. As entidades não vão declarar apoio.”
Mesmo com a legenda de sua publicação com Rizk – “Presidente tá junto com a gente” –, Mazinho prefere reiterar que se trata de um apoio pessoal do amigo de longa data e não do presidente da OAB-ES. “Sempre chamei ele de 'presidente', tanto que não pus 'presidente da OAB'”, despista o candidato, que admite, porém: “É difícil dissociar, porque ele é o presidente da Ordem”.

NÃO DÁ PARA DISSOCIAR MESMO

Em se tratando de apoio eleitoral, não dá para dissociar uma pessoa física do cargo político ou institucional ocupado. Rizk pode ser amigo de Mazinho, ok, mas não deixa de ser por isso, em momento algum, o presidente da OAB-ES. Assim, quem está a apoiar o candidato também é o presidente da OAB-ES.
Imagine se o governador do Espírito Santo subisse no palanque de alguém e discursasse: “Estou aqui manifestando apoio ao candidato X não como governador, mas como seu amigo pessoal”. Alguém tomaria isso ao pé da letra? A pessoa na plateia chegaria em casa contando “o amigo pessoal do meu candidato subiu no palanque dele” ou “o governador em pessoa subiu no palanque do meu candidato”?

A AGÊNCIA DE MAZINHO

A agência publicitária que está fazendo a campanha de Mazinho chama-se Chuva. É uma agência de Vitória, localizada em Jardim Camburi.

CHUVA DE BALAS

Mazinho divulgou um vídeo de um minuto em que praticamente “empunha a metralhadora giratória”, criticando todos os seus principais adversários de uma só vez.
Gandini: “É o aliado do prefeito, que quer o terceiro mandato seguido”.
Coser: “Ficou oito anos no cargo e agora quer mais quatro?”
Pazolini: “Nunca administrou nada. Quer abandonar o cargo para o qual foi eleito há dois anos e fez um monte de conchavo político para ganhar tempo de TV”.
Assumção: “Esse também quer abandonar a Assembleia e comandou a greve que gerou a maior onda de violência da história da cidade. Quase quebrou a economia do Estado”.
Os outros: “Eu não vou nem citar”. E joga sobre a mesa um saco de farinha, no qual se lê “velha política”.

PUNHADO DE CRÍTICAS

Aliás, no vídeo em questão, Mazinho passa o tempo todo com um punhado de farinha escorrendo por sua mão, enquanto desfia suas críticas aos oponentes.
Isso porque a campanha no rádio e na TV ainda nem começou.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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