Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2020

PSDB pode ir de Pazolini para Sérgio Sá na eleição a prefeito de Vitória

Na Capital, os tucanos mantêm no momento a pré-candidatura de Neuzinha de Oliveira. Mas, segundo a vereadora, se o partido vier a apoiar outro nome, está mais perto hoje do candidato do PSB que de Pazolini. Sá confirma conversas com ela e Luiz Paulo

Publicado em 24 de Junho de 2020 às 14:48

Públicado em 

24 jun 2020 às 14:48
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Sérgio Sá, Neuzinha de Oliveira e Lorenzo Pazolini
Sérgio Sá, Neuzinha de Oliveira e Lorenzo Pazolini Crédito: Facebook de Sérgio Sá/Facebook de Neuzinha de Oliveira/Assembleia Legislativa
Em Vitória, o PSDB hoje mantém a pré-candidatura da vereadora Neuzinha de Oliveira à prefeitura. Mas, se vier a optar por uma composição com outro candidato a prefeito, o partido hoje está mais próximo de fechar apoio ao vice-prefeito Sérgio Sá (PSB) do que ao deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos). Quem o afirma é a própria Neuzinha, que, além de única vereadora do partido, é a presidente municipal do PSDB.
“Mantenho o meu nome como candidata a prefeita do PSDB, como única mulher disputando a Prefeitura de Vitória. A Executiva Nacional solicita que tenhamos candidatos na majoritária nas capitais”, afirma Neuzinha, que também é a 1ª tesoureira nacional do PSDB Mulher.
Questionada se, até a convenção municipal do PSDB, ela pode se retirar do páreo e apoiar um candidato de outra sigla, a vereadora esclarece que sua candidatura não será a qualquer custo. “Podemos [retirar o nome e apoiar outro]. Não é a qualquer preço. Mantenho a minha candidatura a prefeita da cidade e lá na frente, com as pesquisas, é o povo que vai direcionar.”
O presidente regional do PSDB é o deputado estadual Vandinho Leite, parceiro político de Pazolini na Assembleia Legislativa, em um bloco de oposição ao governo Casagrande (PSB), atualmente formado por seis parlamentares. Vandinho já declarou que, se o PSDB não tiver candidato próprio em Vitória, tem inclinação a apoiar Pazolini em 1º ou 2º turno, até por essa proximidade pessoal entre os dois.
Neuzinha, por sua vez, não confirma essa tendência maior de aliança com o Republicanos. “Ele [Pazolini] realmente nos chamou para uma conversa sobre participação numa composição. A gente conversou, mas achei muito vaga a conversa até agora. Não tem essa de mais proximidade com o Republicanos, não.”
Na verdade, para surpresa até do colunista, a presidente municipal do PSDB afirma que, hoje, está mais próxima do PSB de Sérgio Sá e de Casagrande, com quem o diálogo, segundo ela, está fluindo melhor.

“MAIS TENDENCIOSA AO PSB”

“Hoje estou muito mais tendenciosa ao PSB, no sentido do diálogo. A conversa até agora está crescendo mais com eles. O candidato do Republicanos é muito bom, mas a conversa ficou a dois. Preciso conversar com o partido. Com o PSB, já tive essa conversa no nível partidário, com dirigentes municipais e estaduais. Está crescendo mais. Vamos ter outra reunião. O governador sabe desse diálogo.”
Neuzinha de Oliveira entre Sérgio Sá e Renato Casagrande, na inauguração da nova Leitão da Silva, no começo de dezembro de 2019
Neuzinha de Oliveira entre Sérgio Sá e Renato Casagrande, na inauguração da nova Leitão da Silva, no começo de dezembro de 2019 Crédito: Facebook de Sérgio de Sá
O próprio Sérgio Sá confirma à coluna que tem mantido conversas com dois agentes políticos do PSDB: Neuzinha e o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (aliado de Casagrande). “São dois agentes políticos importantes, com quem temos uma sintonia muito grande”, diz o vice-prefeito. Já com Vandinho Leite, Sá diz que não tem conversado.
Só podemos concluir que, por ação de Luiz Paulo e de Neuzinha, uma possível parceria do PSDB com o Republicanos de Pazolini, até então bem azeitada, pode ser redirecionada para o PSB e se converter em apoio à candidatura de Sérgio Sá.
Neuzinha acredita que o vice-prefeito se manterá mesmo vivo na disputa. “Eu não vejo por que não. É um quadro técnico importante. E conhece bem a cidade.”
Quanto a Vandinho Leite, a vereadora afirma que o presidente regional deixou a condução das alianças por conta dela em Vitória.
“Vandinho está tranquilo. Não tem a imposição de a gente estar com partido algum. Pelo contrário. Ele está tentando tocar na Serra. Eu torço por ele na Serra, pois sou a primeira suplente dele na Assembleia. Mas, em Vitória, quem está conduzindo sou eu. Nós estamos livres”, assevera a vereadora.
Vandinho é pré-candidato a prefeito da Serra.

“NÃO TEM MOEDA DE TROCA”

De todo modo, do alto de seus cinco mandatos na Câmara de Vitória, Neuzinha reafirma que não está blefando e que a prioridade segue sendo sua candidatura a prefeita, até porque Vitória nunca teve uma mulher no cargo.
“A direção nacional do PSDB não aceita usar a Capital como moeda de troca em lugar algum. Vamos tomar a decisão de acordo com o desejo da sociedade. O PSDB vai obedecer a isso. Se a sociedade disser que deseja eleger uma mulher, tenho disposição de encarar, sim, de ir pra rua, na batalha do tostão contra o milhão, e encarar. Se a sociedade direcionar que o melhor candidato é o do PSB, a gente também está aí para compor. Vamos obedecer ao que a sociedade quer, pelas pesquisas.”
Reparem que ela não citou o candidato do Republicanos.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernando Tatagiba
Parte 2: para o aniversário de morte de Fernando Tatagiba
Presídio
Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES
Imagem de destaque
Livro conta a história dos bairros de Vila Velha desde o século XVI

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados