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Curtas Políticas

PSL fecha com PSB de Casagrande para levar Prefeitura de Guarapari

Partido de direita apoiará o candidato do PSB a prefeito. E veja também: a parceria entre Mazinho e Davi Esmael em Vitória; o candidato do governo Casagrande em Baixo Guandu; e a vitória dupla do presidente da Câmara na guerra política da Capital

Publicado em 18 de Julho de 2020 às 15:18

Públicado em 

18 jul 2020 às 15:18

Colunista

Renato Casagrande anuncia aumento do número de vagas em concursos para as polícias, ao lado do deputado Alexandre Quintino (PSL)
Governador Renato Casagrande  (PSB) ao lado do deputado Alexandre Quintino (PSL) Crédito: Assessoria de Coronel Quintino
Da série “cenas consideradas impossíveis até março deste ano”: em Guarapari, o Partido Social Liberal (PSL), ex-legenda do presidente Bolsonaro, fechou aliança com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), sigla do governador Renato Casagrande. Com a oficialização da parceria, o PSL apoiará o candidato do PSB à Prefeitura de Guarapari, Gedson Merízio, ex-vereador da cidade e subsecretário estadual de Turismo até abril passado.
A aliança, agora confirmada, havia sido antecipada na coluna da última terça-feira (14)  pelo presidente estadual do PSL, o deputado estadual Alexandre Quintino, que assumiu o comando do partido no Espírito Santo em março. Desde então, sob a condução de Quintino, o PSL deu uma guinada em direção ao campo de influência do governador Renato Casagrande.
Pelas mãos do deputado, além de Guarapari, o PSL deve apoiar candidatos a prefeito de outras cidades capixabas importantes também filiados ao PSB ou a outras siglas aliadas do governo Casagrande. Em Vitória, marchará com o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania). Em Cachoeiro, tem conversa adiantada com o prefeito Victor Coelho (PSB), que tentará a reeleição.
Em Guarapari, o PSL buscará emplacar o candidato a vice-prefeito na chapa de Gedson Merízio. Partidos como PP, PDT, Podemos e Cidadania podem se juntar à coligação. Todos também são moradores da arca de Casagrande no governo estadual.

O CANDIDATO DO GOVERNO EM BAIXO GUANDU

Falando em eleições e PSB, com a oficialização do deputado estadual Dary Pagung (PSB), de Baixo Guandu, no posto de líder do governo na Assembleia Legislativa, ele logicamente não será candidato a prefeito da cidade da região Noroeste do Estado. Assim, o pré-candidato de Dary, do partido e do governo no município passa a ser o vereador Aguinaldo, também filiado à agremiação do governador.

DAVI ESMAEL E MAZINHO: A DUPLA "DAVIZINHO"

Parceiros agora no PSD e na oposição à administração de Luciano Rezende (Cidadania), os vereadores Mazinho dos Anjos e Davi Esmael estão formando uma dupla interessante e um encaixe estratégico do ponto de vista eleitoral. Pré-candidato a prefeito de Vitória, Mazinho tem estreitado seus contatos com o segmento evangélico da cidade, com o qual não tem tanta intimidade (ele é católico).
Para isso, tem contado com a ajuda e a mediação de Davi, além de outros dois políticos evangélicos, também filiados ao PSD: o ex-deputado estadual Esmael Almeida (pai de Davi) e o ex-deputado federal Jurandy Loureiro, que trocou o Podemos pelo PSD há pouco tempo. Os três têm feito a ponte de Mazinho com pastores.

DIREITA NA ECONOMIA E NOS COSTUMES

Mazinho pode ser considerado um jovem vereador de direita, porém mais pelo flanco econômico. Na Câmara, concentrou sua atuação na defesa de pautas liberais, como empreendedorismo e desburocratização. Por outro lado, na atual legislatura, é um dos poucos vereadores de Vitória que não é evangélico e cuja atuação não é fortemente pautada pela religião. Já Davi é muito conservador em pautas comportamentais. Ou seja, a união de Mazinho e Davi é o casamento da direita na economia com a direita nos costumes.

MAX DA MATA COM COVID-19

O vereador Max da Mata (Avante) informa que está com Covid-19. Melhoras para ele.

GAME OF TRAMAS (FOREVER)

Por falar na Câmara de Vitória, a guerra jurídica e política mantida entre o presidente da Casa, Clebinho (DEM), e o vereador Vinícius Simões (Cidadania), teve novo capítulo nesta semana. Um capítulo excelente para o primeiro.

RESUMO DOS EPISÓDIOS ANTERIORES

No início de março, Simões entrou com representação contra Clebinho na Corregedoria da Câmara, pedindo que ele fosse afastado da presidência, por incapacidade administrativa. Inicialmente, o próprio Clebinho considerou a representação inadmissível e determinou de ofício o seu arquivamento, por ato da presidência, em vez de enviá-la para análise da Corregedoria. Vinícius, então, ingressou com mandado de segurança na Justiça, que deu liminar favorável a seu pedido, anulando o arquivamento e determinando ao presidente da Câmara que enviasse a representação para a Corregedoria. Assim foi feito.

DECISÃO FAVORÁVEL A CLEBINHO

Porém, em uma reviravolta judicial, a juíza Sayonara Bittencourt, da 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual, acolheu pedido de reconsideração formulado por Clebinho e, na última quinta-feira (16), decidiu revogar a decisão anterior que havia concedido a liminar para Vinícius. Ou seja, derrubou a liminar. Voltou tudo como antes.

VITÓRIA DUPLA DO PRESIDENTE

Clebinho comemorou a decisão, mas esta, na verdade, nem seria mais necessária para ele. Na última segunda-feira (13), o processo de Vinícius contra Clebinho foi arquivado na Corregedoria da Câmara. Por 3 votos a 2, os membros do órgão disciplinar da Casa rejeitaram o parecer do relator, Luiz Emanuel (Cidadania), pela abertura do processo.

CONCLUSÃO

Clebinho teve nesta semana uma vitória dupla, nas esferas política e jurídica. E, embora muito boa para ele, a revogação da liminar na Justiça não tem mais efeito prático algum, visto que o processo contra ele já foi enterrado na Corregedoria.

MARCO TEMPORAL: PANDEMIA E ELEIÇÕES

Nesta quinta-feira (16) chegamos rigorosamente à “metade do percurso” entre a chegada oficial da pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo e a próxima eleição municipal. No dia 16 de março, o governador Renato Casagrande decretou estado de emergência em saúde pública no Estado. O 1º turno ocorrerá em 15 de novembro. Entre as duas datas, há um intervalo de 244 dias. Nesta sexta, completaram-se 122. Até o 1º turno, são mais 122.
Resultado prático disso: os dois temas, que já estão se misturando muito nos discursos e atitudes dos pré-candidatos, devem se entrelaçar ainda mais daqui para a frente.

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