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Cordel Político

Regina: Duarte, mas não Da Arte

Regina, do latim “rainha”, / Já foi a Rainha da Sucata / Já foi a Viúva Porcina / E, de Helenas, ficou farta / Mas seu maior “papelón” / Não tem CEP no Leblon / E sim lá na Esplanada

Publicado em 10 de Maio de 2020 às 06:00

Públicado em 

10 mai 2020 às 06:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Regina Duarte
Regina Duarte Crédito: Amarildo

Regina, do latim “rainha”,
Já foi a Rainha da Sucata
Já foi a Viúva Porcina
E, de Helenas, ficou farta
Mas seu maior “papelón”
Não tem CEP no Leblon
E sim lá na Esplanada

Com Lima, em “Roque Santeiro”,
Fez o Brasil rir e chorar
Contudo, dez anos inteiros
A novela esperou pra ir ao ar!
Censuraram o autor, Dias Gomes,
E isso, minha gente, tem nome:
Prazer, ditadura militar

Agora ela chama de “meu líder”
Presidente que elogia a ditadura
E, dizendo sim a seu convite,
Tornou-se secretária da Cultura
Mas não modificou em nada o órgão
De cultura, com Jair, seguimos órfãos
Já Porcina, do arbítrio, é Viúva

Foi o que ficou claro na entrevista
Desastrosa em que Regina surtou
Achando talvez que era pra revista
De novela, ou então pro “Vídeo Show”
Pensando que entrevista é “piquenique”
“Deu chilique”, como ela mesma disse
Quando ouviu perguntas de que não gostou

“Tortura sempre houve, sempre teve...
Onde tem vida tem morte, ora essa!
E quem é você? Como se atreve
A meter a Maitê nesta conversa?
Vocês estão desenterrando mortos!
A entrevista aqui mesmo agora corto”
Desse jeito: um barraco feio à beça

E o silêncio que chega a ser gritante,
Sobre a perda de alguns vultos, causa choque!
Fonseca, Migliaccio, Aldir Blanc,
Moraes, que, aliás, compôs pra “Roque”
Sem uma nota de pesar! Nem uma nota!
Mais parece que o governo não se importa
Enquanto a nossa cultura chora as mortes

Do Brasil, sempre foi namoradinha
Levou o cargo “por amor” ao presidente
Mas qualificações pra isso ela não tinha
E, representada, a classe não se sente
A namoradinha, é claro, é amadora
E politica pública, minha senhora,
Não se faz com amadorismo, é evidente

Essa Helena não é a de Troia
O cavalo, sim, que levou de presente
Do Jair, que, na verdade, nesta história,
Não tá nem aí pra cultura, obviamente
Esta pasta no governo é um caos à parte
A Regina é Duarte, não Da Arte
É preciso alguém que a classe represente

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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