O conceito de spread pode parecer complicado, mas é um termo aplicável a qualquer negócio e representa a diferença entre o preço de comprar e o preço de venda de um produto.
Isso é necessário para que qualquer empresa prospere: o valor das mercadorias vendidas deve ser suficiente para manter toda a estrutura, como o pagamento de funcionários, despesas fixas e variáveis — como
aluguel, contas básicas e manutenção — e, claro, ainda obter o seu lucro. Para isso, é preciso vender as mercadorias ao consumidor por um preço mais caro do que foi pago ao fornecedor.
No caso dos
bancos, não é diferente. Em resumo, o spread bancário é a diferença entre os juros que os bancos pagam aos seus clientes que investem dinheiro e os juros cobrados dos clientes que precisam de
empréstimos.
Veja um exemplo: imagine que você aplicou R$ 1.000 no banco e a rentabilidade é de 9% de juros sobre esse valor, ou seja, um ganho de R$ 90 por ano. Por outro lado, o banco oferece empréstimo com juros de 30% ao ano, ou seja, se você precisar de R$ 1.000 para comprar um carro, o banco vai cobrar de você R$ 300 ao ano em juros.
A diferença entre os juros que o banco remunera nas aplicações financeiras (9% no exemplo acima) e os juros cobrados nos empréstimos (30%) representa o spread bancário (21%).
Em geral, o spread bancário é usado para cobrir custos com despesas administrativas e de pessoal, impostos e
inadimplência, que é quando o cliente não paga o banco. Já o lucro é o que sobra após todos esses custos serem cobertos.
Principais fatores que determinam o spread bancário:
Impacto do spread bancário nas finanças pessoais:
Quando os juros são altos, fica mais caro para as pessoas comprarem casas, carros e outros bens de consumo. Isso gera impacto direto e significativo na vida de quem precisa de empréstimos, podendo dificultar a quitação da dívida e aumentar o custo de vida do cidadão.
Para reduzir o impacto do spread bancário nas suas finanças pessoais você pode adotar algumas ações:
Entendendo um pouco mais sobre os conceitos do mercado, você consegue tomar decisões financeiras mais conscientes e utilizar o crédito de forma planejada.