Um ano após assumir a função,
dom Dario Campos resolveu reforçar a dimensão social e política da Arquidiocese de Vitória com a criação da Comissão para o Desenvolvimento Integral da Pessoa Humana, uma nova estrutura do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica. O prelado está seguindo as diretrizes do papa Francisco, que unificou os Conselhos Pontifícios de Justiça e Paz, o Cor Unum (conselho de caridade do papa), a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes e a Pastoral no Campo da Saúde no Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Com a criação da Comissão, dom Dario fortalece a relação da Arquidiocese com a sociedade civil organizada. O arcebispo de Vitória determinou também a criação de um espaço de interlocução com o Poder Público, em todos os níveis, para o fortalecimento e monitoramento das políticas públicas, em especial aquelas que são fundamentais para a vida dos pobres e dignidade das minorias sociais.
“O Vicariato tem desenvolvido um trabalho de articulação social interessante. A nova comissão não significa a rearticulação da CJP nos moldes em que ela se encontrava. Pelo contrário, ela trata de alinhar a Arquidiocese de Vitória ao projeto do papa Francisco ao criar o Dicastério para a Dignidade Humana para atender os povos refugiados”, explica o padre Kelder.
Dom Dario também resolveu criar a Escola de Fé e Cidadania da Arquidiocese de Vitória, que vai formar leigos para atuarem na sociedade. “Percebemos que em função do grande fluxo de informações falsas, fragmentadas e manipuladas ideologicamente, proporcionada pelas novas tecnologias de troca de informações, a consciência política de muitos cristãos tem sido capturada pelos meios de comunicação e pelas redes sociais, prejudicando a compreensão do mundo real e, principalmente, de sua vocação transformadora deste mundo”, diz o texto do documento que justifica a criação da escola.
A Escola de Fé e Cidadania terá formação permanente, com quatro módulos durante um ano e produção de materiais e eventos de formação. O coordenador executivo será o seminarista Vitor César Zille Noronha e o coordenador pedagógico o professor de Filosofia Maurício Abdalla. A escola começa a funcionar em maio com 45 alunos, mas, se a procura for grande, uma outra turma poderá ser aberta no segundo semestre.