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Senado Federal

Alguns setores do governo estão contra reforma administrativa, diz Katia Abreu

Segundo Katia, o Congresso não deve avançar nos pontos de maior polêmica, que são a flexibilização da estabilidade do servidor e a modificação nas carreiras típicas de Estado

Publicado em 31 de Maio de 2021 às 18:09

Agência Estado

Publicado em 

31 mai 2021 às 18:09
Senadora Kátia Abreu representando a bancada feminina na CPI da Covid no Senado
Senadora Kátia Abreu representando a bancada feminina na CPI da Covid no Senado Crédito: Jefferson Rudy
Vice-presidente da Frente Parlamentar pela Reforma Administrativa, a senadora Katia Abreu (PP-TO) disse nesta segunda-feira (31) que "alguns setores do governo estão contra a reforma administrativa" e reclamou da falta de diálogo em torno da proposta. "Vejo Paulo Guedes (ministro da Economia), que deveria ser maior interessado, lutando muito pouco por essa reforma", afirmou Katia durante audiência pública da comissão da Covid-19 no Senado. "Talvez o presidente (Jair Bolsonaro) esteja preocupado em desagradar esse setor", disse.
Como mostrou no período da tarde, o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), Guedes admitiu reservadamente ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que Bolsonaro não quer a aprovação da reforma administrativa e não trabalhará por ela. Nesta segunda-feira, Pacheco questionou o comprometimento do governo com a proposta.
Segundo Katia, o Congresso não deve avançar nos pontos que têm provocado maior polêmica, que são a flexibilização da estabilidade do servidor e a modificação nas chamadas carreiras típicas de Estado. "Não pretendemos, a grande maioria pelo menos, trabalhar esses pontos que são de muito atrito", disse a senadora.
Katia disse ainda que não há nenhuma predisposição do Legislativo em prejudicar o setor público, pelo contrário. "Nós queremos agradar setor público", ressaltou.
Segundo ela, o Congresso deveria focar em medidas para acabar com injustiças dentro da administração. "Há uma minoria que ganha dinheiro de mais e outros que ganham dinheiro de menos", afirmou.

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