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Nova Previdência

Casagrande defende que Estados sejam incluídos na reforma

Governador diz que é importante criar regras uniformes para todos os servidores públicos do país

Publicado em 25 de Abril de 2019 às 22:54

Geraldo Campos Jr

Publicado em 

25 abr 2019 às 22:54
Renato Casagrande, governador do Espírito Santo Crédito: Helio Filho/Secom-ES
Após a divulgação dos números que preveem uma economia da ordem de R$ 6,47 bilhões em 10 anos com as mudanças na aposentadoria no Espírito Santo, o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), foi mais incisivo na defesa da permanência de Estados e municípios no texto da reforma da Previdência. Para o socialista, a criação de uma regra geral para servidores será o melhor para o país. 
Questionado se a possível exclusão o preocupava, diante do fato de que o rombo do IPAJM é crescente e já gira entorno de R$ 2,2 bilhões, Casagrande pediu bom senso e disse que a retirada dos Estados da reforma não deve diminuir o desgaste de quem apoiar o projeto. 
"Não vou dizer que preocupa, porque o Congresso tem autonomia e acho que terá bom senso. É preciso ter. Uma proposta só para servidores da União não vai diminuir o desgaste de quem vai votar. O desgaste maior vai se dá com as mudanças no Regime Geral de Previdência Social", disse.
O governador também citou a possibilidade de haverem privilégios com essa distinção. "Acho ruim que os servidores federais tenham uma regra e os Estados tenham outra porque isso tornará ainda mais possível existirem ilhas de privilégios. Então vejo que um decisão uniforme é melhor para a sociedade".
NÚMEROS
A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia divulgou nesta quinta-feira (25) os números da reforma, que apontam que só no Espírito Santo serão R$ 5,63 bilhões que o governo do Estado deixará de gastar com pagamentos de aposentadorias, pensões e demais benefícios dos servidores estaduais e R$ 840 milhões com policiais militares e bombeiros.
Na avaliação de Casagrande, os números surpreenderam. "Estão com valores bem acima do que eu achava", disse ao ressaltar que pediu ao IPAJM para fazer seus próprios estudos dos impactos. "Se os números forem esses, com a economia em média de R$ 600 milhões por ano, é cerca de 30% do nosso déficit atual", pontuou.

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