Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Sob pressão de ambientalistas, Abrolhos fica sem ofertas em leilão
Meio ambiente

Sob pressão de ambientalistas, Abrolhos fica sem ofertas em leilão

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) ofereceu para arremate sete áreas no litoral da Bahia, próximas ao arquipélago

Publicado em 10 de Outubro de 2019 às 16:15

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 out 2019 às 16:15
Arquipélago de Abrolhos, no Sul da Bahia Crédito: Arquivo | A Gazeta
Agência FolhaPress - Acabaram sem ofertas as áreas petrolíferas próximas ao arquipélago de Abrolhos oferecidas ao mercado nesta quinta-feira (10) pelo governo. A região é alvo de questionamentos judiciais e pressão de ambientalistas, que temem contaminação da área de preservação ambiental.
Em leilão realizado no Rio de Janeiro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) ofereceu sete áreas no litoral da Bahia, consideradas por ambientalistas próximas ao arquipélago de Abrolhos.
A inclusão das áreas no leilão foi polêmica: o atual presidente do Ibama (Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis), Eduardo Bim, passou por cima de pareceres técnicos contrários para aprovar a oferta dos blocos.
Na terça-feira (08) a Justiça da Bahia decidiu que a ANP deveria informar aos participantes do leilão que as áreas estão sob questionamento judicial, o que pode inviabilizar a atividade petrolífera.
Na quarta-feira (09), organizações ambientalistas enviaram carta ao governo questionando a oferta dos blocos. Houve protestos em frente ao hotel onde foi realizado o leilão desta quinta.
De acordo com dados da ANP, há hoje dezoito concessões ativas na Bacia de Camamu-Almada, nove delas em fase de exploração e nove já em produção. Destas, seis são operadas pela Petrobras o restante por empresas privadas. Em agosto, a bacia produziu 385 mil barris de petróleo e 4,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Não há nenhuma concessão na Bacia de Jacuípe, que fica no litoral norte da Bahia, mais próximo da divisa com Sergipe. No setor, havia alguma expectativa de interesse na região, pela proximidade com descobertas recentes no litoral sergipano.
Oddone defendeu que não há relação entre o vazamento que atinge praias do Nordeste e riscos na exploração de petróleo na costa brasileira, argumento que vem sendo usado por organizações ambientais para questionar a exploração perto da unidade de conservação ambiental.
Segundo ele, o óleo que mancha as praias não veio de plataformas de produção. A principal suspeita do governo é que tenha sido despejado por um navio.
De todo modo, a insegurança afastou as petroleiras da região. Após o leilão, o secretário-executivo do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), Antônio Guimarães, disse que falta visibilidade sobre a possibilidade de obter licença para operar.
Em declarações recentes, o governo vinha frisando que o risco do licenciamento é do operador. Em reunião na Câmara, em abril, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a afirmar que o empreendedor assume o risco "por sua livre convicção e vontade". “Como comprar um bloco que alguém diz que não vai ter licença ambiental?”, questionou o executivo. Também não houve ofertas para a bacia de Pernambuco-Parnaíba, onde a Petrobras vem também vem enfrentando dificuldades para obter licença.
Guimarães sugeriu que o governo antecipe adote "algum tipo de pré-licenciamento" para as áreas mais sensíveis, antecipando aos interessados quais seriam as exigências para liberar as áreas.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sede do STF
Os ministros do STF e os abusos de poder
Dino Fonseca e Patrick Ribeiro
Dino Fonseca canta clássico do rock e dos ano 80 em Vitória; veja fotos
Pesquisa realizada pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) mostra que beneficiários do Auxílio Brasil pretende voltar a comprar carne e leite
Fim da escala 6x1 pode ser realidade no futuro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados