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Opinião da Gazeta

Atenção à propaganda eleitoral na TV é fundamental neste 2° turno

No segundo turno, o sarrafo deve ser colocado no alto, e o eleitor tem as ferramentas, na campanha eleitoral, para avaliar quem está aquém do que se espera de alguém que almeja os mais importantes cargos executivos do país

Publicado em 10 de Outubro de 2022 às 00:20

Públicado em 

10 out 2022 às 00:20

Colunista

TV
Propaganda eleitoral na TV Crédito: Natalia Devens/AG
Desde a sexta-feira (7), a campanha eleitoral está de volta ao rádio e à TV, e neste segundo turno a temperatura deve subir nos programas dos pleiteantes ao Planalto e ao Palácio Anchieta. No Espírito Santo, há ainda uma sensação de novidade, visto que desde 1994 não se testemunhava por aqui uma corrida para o segundo turno do governo estadual. Os eleitores, sobretudo aqueles que ainda têm dúvidas sobre a escolha, têm nessa forma tradicional de propaganda eleitoral um canal para acompanhar com atenção o comportamento dos candidatos para definir o voto.
As estratégias nas redes sociais nos dias que se seguiram ao primeiro turno, na campanha nacional, partiram para um tudo ou nada que só afasta os eleitores que desejam ver propostas. Se a campanha seguir essa linha nos programas televisivos, os candidatos tendem a se afastar ainda mais dos eleitores que não se identificam com os polos ideológicos, mas desejam tomar a melhor decisão, tanto para o país quanto para o Estado. É essa fatia do eleitorado, mais moderada, que vai decidir a eleição, voto a voto. 
É fundamental nesta reta final que o eleitor avalie os programas, com afinco. Os feitos e as realizações do passado, recente ou mais distante, divulgados pelos candidatos são importantes parâmetros, mas podem estar também contaminados pela desinformação. É preciso confrontar as informações, buscar os canais jornalísticos e de checagem para saber até que ponto elas estão sendo maquiadas ou manipuladas para beneficiar um ou outro candidato. Só se vence a desinformação com informação qualificada, apurada e checada.
Se esse retrovisor de cada candidato é importante, tão relevante ainda é o que eles planejam para o futuro. Quem está de fato preocupado com a qualidade e o acesso à educação no país, a base para o crescimento econômico e a geração de empregos? Quem tem planos exequíveis para reduzir a violência? Quem aponta caminhos para reduzir os gargalos de infraestrutura e tornar a nação e o Espírito Santo mais competitivos? Quem encara o meio ambiente com seriedade? Quem prioriza a saúde pública e planeja oferecer mais qualidade a todos os cidadãos? Quem tem compromisso com as instituições democráticas e com os valores constitucionais?
Não é a bravata que deve dar o tom, mas a capacidade de cada um dos candidatos de construir consensos e de governar para todos. É muito possível que a campanha se acirre e produza situações que só sirvam para o constrangimento de quem vota. No segundo turno, o sarrafo deve ser colocado no alto, e o eleitor tem as ferramentas, nos programas eleitorais, para avaliar quem está aquém do que se espera de alguém que almeja os mais importantes cargos executivos do país.
A esta altura da campanha, com cada voto sendo decisivo, um candidato que não valoriza o disputadíssimo tempo na TV está desprezando os próprios recursos públicos que financiam suas campanhas. É a oportunidade de ver quem leva o Brasil e o Espírito Santo a sério.

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