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Opinião da Gazeta

Crise do Pix: como a falta de confiança no governo pode fazer mal ao país

Recuo do governo federal foi uma vitória da desinformação, que só ganhou força porque nem Lula nem Haddad conseguiram conquistar a confiança de quem acreditava na taxação

Publicado em 16 de Janeiro de 2025 às 22:00

Públicado em 

16 jan 2025 às 22:00

Colunista

São Paulo (SP), 16/12/2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em dezembro de 2024 Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Muita gente oportunista surfou na onda da desconfiança da população sobre as novas regras da Receita Federal para o monitoramento de transações financeiras, inclusive o popular Pix, antes de as mudanças morrerem na praia, com o recuo do governo federal nesta quarta-feira (15). 
A desinformalção existiu,  a primeira quinzena do ano teve circulação intensa de fake news sobre o suposto plano do governo federal de passar a tributar o Pix, essa ferramenta que revolucionou as transferências de dinheiro no país desde a sua criação, em 2020, justamente pela ausência de taxas. E por ser instantâneo, é claro.
Mas há um ponto importante na crise do Pix, que está exatamente na essência da desinformação. Há estratégia por trás da difusão de mentiras para se beneficiar da instabilidade:  fake news sem pé nem cabeça não têm fôlego. As que se fortalecem e implodem o ambiente público são necessariamente verossímeis, essa é natureza das teorias da conspiração. É preciso que a primeira reação de quem lê ou assiste a um conteúdo falso seja: "Faz sentido!". 
Por mais que tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o presidente Lula tenham vindo a público para desmentir a onda de boatos, a possibilidade de o governo federal vir a taxar as transações no futuro "fazia sentido" para muita gente. Sobretudo no contexto atual, em uma gestão que coloca tantos obstáculos para cortar gastos e atingir o equilíbrio fiscal. Criar mais impostos acaba, mais uma vez, "fazendo sentido", mesmo que as autoridades se esforcem para garantir que não. Mas falta credibilidade.
A desconfiança no governo foi o combustível da desinformação. Ao decidir pelo recuo de uma medida de combate à sonegação e, portanto, necessária ao país, é possível inclusive que os mentores da desinformação se vangloriem, dizendo que estavam certos sobre as intenções de Brasília. A edição, nesta quinta-feira (16), da Medida Provisória que proíbe a aplicação de qualquer taxa sobre o Pix é o que pode ajudar a aplacar essa crise. 

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