Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Despesas crescem mais que receitas nas prefeituras: vale um sinal de alerta
Opinião da Gazeta

Despesas crescem mais que receitas nas prefeituras: vale um sinal de alerta

Os dados de 2023 mostram que o que entra nos cofres públicos ainda está vencendo, mas aquilo que sai deles está chegando cada vez mais perto

Publicado em 07 de Março de 2024 às 01:00

Públicado em 

07 mar 2024 às 01:00

Colunista

Dinheiro
Receitas e despesas Crédito: Divulgação
Vale olhar com atenção a análise do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) sobre as finanças de 74 dos 78 municípios capixabas em 2023 (de acordo com o órgão, Ibiraçu, Muqui, Pancas e Pedro Canário não apresentaram os dados de dezembro até 27/2/2024 e por isso não foram considerados). 
De acordo com o chamado  Boletim da Macrogestão Governamental,  as despesas aumentaram 20,2% na comparação com o mesmo período de 2022, enquanto as receitas tiveram um crescimento inferior, de 15%. A inflação (IPCA) em 2023 ficou em 4,62%, o que dá mais um parâmetro sobre a expansão dos gastos no período.
No conjunto, os municípios ainda conseguiram um superávit orçamentário de R$ 658 milhões no acumulado até dezembro de 2023, uma queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2022, quando o superávit foi de R$ 1,4 bilhão.
Isso mostra que a arrecadação ainda está vencendo, mas as despesas estão chegando cada vez mais perto, o que deve acender um sinal de alerta.
A  arrecadação dos municípios, de acordo com o boletim,  teve principalmente três origens:  as transferências do Estado (39%), a arrecadação própria (31%) e a transferência da União (25%), o que aponta para a dependência (64%) das transferências. O desafio nas cidades continua sendo a capacidade de atrair investimentos, para produzir as próprias riquezas. Não se muda essa dinâmica do dia para a noite, mas é algo que depende de planejamento e precisa estar na agenda dos gestores municipais. 
Quanto às despesas com pessoal, dos 74 municípios analisados, 63 estão abaixo de todos os limites, oito estão acima do alerta, um acima do limite prudencial e um do limite legal (Barra de São Francisco). O controle do gasto com o funcionalismo é essencial para o equilíbrio fiscal.
A gestão pública, sobretudo nos municípios, encara o desafio de fazer mais com menos. As prefeituras são a esfera mais próxima do cidadão e precisam oferecer serviços de qualidade. Investimentos são necessários, portanto, mas dentro de níveis sustentáveis. Em 2023, segundo o boletim, uma conhecida "muleta" dos municípios teve baixo desempenho: as compensações financeiras do petróleo. Por isso é tão importante, para a saúde financeira dos municípios, gerar suas próprias riquezas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Rodox, com Rodolfo Abrantes, e Dead Fish promovem encontro com muito rock no ES
Rodox, com Rodolfo Abrantes, e Dead Fish promovem encontro com muito rock no ES
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 21/04/2026
Imagem de destaque
Cessar-fogo entre EUA e Irã se aproxima do fim em meio a incerteza sobre negociações

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados