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Opinião da Gazeta

Dólar nas alturas é sintoma de uma doença mais grave

As incertezas na economia nessas últimas semanas de 2024 se avolumaram com a demora na apreciação do pacote fiscal pelo Congresso

Publicado em 17 de Dezembro de 2024 às 22:00

Públicado em 

17 dez 2024 às 22:00

Colunista

Dinheiro
Dólar e Real Crédito: Carlos Alberto
O dólar em patamares acima dos R$ 6 não é uma dor de cabeça apenas para quem quer passar férias nas Disney, como lido por aí nas caixas de comentários das redes sociais. O impacto pode ser sentido em todas as classes sociais, principalmente com a inflação. Não somente os produtos importados ficam mais caros, mas também aqueles que dependem de insumos vindos do exterior.
O dólar dispara, o bolso do consumidor sente. E a perda progressiva do poder de compra tem seus impactos na qualidade de vida da população.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, aumentou a taxa básica de juros  para 12,25%. Tudo para controlar a pressão inflacionária, diante de expectativas de crescimento acima do teto da meta no próximo ano. Além de frear o crédito, a decisão de elevar a Selic terá impacto também nos investimentos. Ou seja, reduz um combustível importante para o crescimento econômico.
Juros altos que aumentarão o rombo nas contas públicas e reduzirão a credibilidade do país, contribuindo para a manutenção do dólar em alta. E, consequentemente, mais inflação e juros altos. Se o governo Lula colheu pontos positivos com o aumento do emprego em 2024, esse é um êxito que pode se esfarelar caso ele não trate a doença, além dos sintomas.
As incertezas na economia nessas últimas semanas de 2024 se avolumaram com a demora na apreciação do pacote fiscal pelo Congresso. Nesta terça-feira (17), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acalmou os ânimos com o compromisso votar a proposta do ministro Fernando Haddad até esta quarta-feira (18). Mas sem a garantia de aprovação.
Para especialistas, as medidas apresentadas nesse pacote são consideradas insuficientes, e há ainda o risco de serem desidratadas no Congresso. Pode não ser o melhor dos cenários, mas ao menos já é algum controle. Está no campo da política fiscal a garantia da segurança financeira do país. A eficiência do gasto público é o que vai propiciar o crescimento sustentável, dando adeus definitivo aos voos de galinha que não levam o país a lugar algum.

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