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Opinião da Gazeta

Leilão da Cesan abre caminho para a modernização do saneamento no ES

A expectativa é a de que vem aí uma gestão mais moderna, transferida à iniciativa privada, com a interceptação e o tratamento do esgoto sendo realizados de forma integrada, com os municípios compartilhando soluções para problemas comuns

Publicado em 17 de Junho de 2025 às 01:00

Públicado em 

17 jun 2025 às 01:00

Colunista

Estação de tratamento de esgoto Mulembá, Cesan
Estação de tratamento de esgoto Mulembá, Cesan Crédito: Ricardo Medeiros
O otimismo em torno do leilão internacional da Cesan nesta terça-feira (17) na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, não é sem razão. São dois grandes contratos de Parceria Público-Privada (PPP) com a missão de dar novos moldes à coleta e ao tratamento de esgoto de 43 municípios do Espírito Santo e encaminhá-los à universalização. E há três gigantes do setor interessadas em entrar no jogo.
O sucesso do leilão vai determinar o próprio êxito do cumprimento das metas de saneamento, com a expectativa de que, até 2033, 90% da população atendida pela Cesan no Estado tenha acesso aos serviços de saneamento. Isso porque se espera que os investimentos privados na construção de 39 estações de tratamento de esgoto (ETE), 219 estações elevatórias de esgoto (EEE) e a implantação de 1.200 quilômetros de redes coletoras reforcem a infraestrutura para acelerar esse processo. 
O presidente da Cesan, Munir Abud de Oliveira, em artigo publicado recentemente em A Gazeta, destacou que a PPP vai aplicar o modelo regionalizado de saneamento, que parte da ideia de que rios e bacias atravessam vários municípios, o que faz todo sentido. "O esgoto lançado sem tratamento em uma cidade contamina o rio que abastece a cidade vizinha. Portanto, é impossível resolver os problemas ambientais e de saúde pública de forma isolada. O que afeta um, atinge todos."
Nesse sentido, a expectativa é a de que vem aí uma gestão mais moderna, transferida à iniciativa privada, com a interceptação e o tratamento do esgoto sendo realizados de forma integrada, com os municípios compartilhando soluções para problemas comuns. Cooperação que vai promover avanços ambientais e sociais, com eficiência e responsabilidade. 
As empresas que arrematarem os dois blocos capixabas devem estar comprometidas com a redução de um dos aspectos que mais reforçam as nossas desigualdades. Serão devidamente fiscalizadas e cobradas por suas entregas, porque saneamento não pode ser tratado como coadjuvante: é saúde, é cidadania, é civilidade e é desenvolvimento econômico.  Tudo o que deve ter protagonismo na vida das pessoas.

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