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Opinião da Gazeta

Queda de passarela na BR 101: onde estava a Polícia Rodoviária Federal?

Os olhos fiscalizadores, tanto em abordagens policiais quanto através de câmeras, podem ser um freio, ao impedir que veículos irregulares sigam viagem. Prevenir é sempre melhor do que remediar

Publicado em 08 de Fevereiro de 2024 às 17:28

Públicado em 

08 fev 2024 às 17:28

Colunista

BR 101
Imagens de drone mostram passarela no pista da BR 101 em Linhares Crédito: Felipe Reis
O absurdo do acidente que derrubou uma passarela na BR 101 em Linhares é proporcional ao estrago causado. Monumental. Como uma carreta transportando duas retroescavadeiras, com dimensões acima do que é permitido na via, conseguiu chegar tão longe sem ser parada pela fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF)? 
O veículo ainda deixou um rastro de destruição, porque pouco antes de a estrutura desabar passou derrubando fios de alta tensão na mesma rodovia, em Ibiraçu, o que provocou um engarrafamento de grandes proporções na manhã desta quinta-feira (8).
Fluxo lento passa pelo Buda Gigante, em Ibiraçu, nesta quinta-feira (8)
Fluxo lento passa pelo Buda Gigante, em Ibiraçu, nesta quinta-feira (8) Crédito: Telespectador | TV Gazeta
Uma sequência de acontecimentos que se deu como comédia dos erros. Para começar, com a decisão da empresa de transportar uma carga superdimensionada. E não havia ninguém no caminho para fiscalizar e conter esse veículo.
No Brasil, um documento expedido pelo  Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Autorização Especial de Trânsito (AET), é usado para assegurar o transporte de carga que não se enquadre nos limites de peso e dimensões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O motorista não portava esse documento.
O motorista e a transportadora são os responsáveis por extrapolar os limites. A multa aplicada pela PRF ao condutor chamou atenção pelo valor irrisório (R$ 195,23), determinado pela lei. Mais tarde, foi divulgado que ele teria mais uma penalização a pagar, no valor de R$ 293,47, pelos danos causados às instalações na via.
Definitivamente, os valores somados não punem ninguém, muito menos previnem que a irregularidade se repita. Mas os olhos fiscalizadores, tanto em abordagens policiais quanto através de câmeras, podem ser um freio, ao impedir que veículos irregulares sigam viagem. Prevenir é sempre melhor do que remediar.
Um ciclista de 27 anos que passava pela passarela foi a única vítima, com ferimento na cabeça e machucados na perna. Nenhum dos dois motoristas (o da carreta que causou o acidente e o que seguia no sentido contrário em outro caminhão que foi atingido) precisou de atendimento médico. Poderia ter sido uma tragédia, em outras circunstâncias. Mas no trãnsito não se pode contar sempre com a sorte.

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