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Opinião da Gazeta

Quem pode salvar as ruas estreitas de Santa Teresa das carretas?

Mais uma vez, os danos aos imóveis, muitos deles históricos, no centro do município foram flagrados, sem falar nos riscos aos pedestres. Problema perdura há décadas, enquanto a cidade aguarda as obras de um contorno que nunca sai do papel

Publicado em 14 de Março de 2025 às 01:00

Públicado em 

14 mar 2025 às 01:00

Colunista

Santa Teresa
Moradores de Santa Teresa reclamam de carretas que pasam dentro da cidade Crédito: Heriklis Douglas/TV Gazeta
"Entra prefeito, sai prefeito e nada é feito". Esse desabafo de uma comerciante de Santa Teresa em entrevista à TV Gazeta resume bem a situação do trânsito de caminhões no centro da cidade. Um problema que vem de décadas, já podendo ser tratado como histórico, fazendo tristemente jus às próprias ruas e imóveis do município.
Em um vídeo que pode ser visto aqui, um caminhão realiza uma manobra que danifica a fachada de uma farmácia perto da Rua de Lazer. Um imóvel que constantemente precisa passar por reparos após a passagem desses veículos pesados, que também danificam as calçadas e colocam em risco os pedestres.
O mais lamentável é que não há novidade alguma: há décadas que se vive um impasse sobre o tráfego de carretas nas ruas estreitas do centro histórico da cidade. Em 2019, um decreto da prefeitura proibiu manobras de caminhão entre a Rua Coronel Avancini e a Avenida Getúlio Vargas. Na época, no entanto, não havia ainda uma definição do comprimento e do peso máximo dos veículos que poderiam trafegar pela região.
Os caminhões, contudo, são parte de uma cadeia logística, levando produtos do próprio município e da vizinha Santa Maria de Jetibá rumo à BR 101. O que se espera como solução definitiva para o problema é a construção de um contorno, que vem sendo prometido há pelo menos dez anos. No ano passado, a obra estava prevista em um pacote de obras do governo estadual à espera de um empréstimo do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). À TV Gazeta, o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) informou que ainda está elaborando o projeto.
Tanto se fala de Santa Teresa, sobretudo de sua relevância na imigração italiana e no seu papel central para o desenvolvimento do turismo, mas tudo soa como palavras ao vento diante dessas imagens de caminhões que simplesmente não deveriam estar ali por não caberem nas vias. Onde está a fiscalização? Onde está o cuidado com o patrimônio histórico?
Enquanto decisões não são tomadas e soluções não saem do papel para acabar com esse caos, a quem acredita resta apelar por proteção à santa que dá nome à cidade.

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