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Opinião da Gazeta

Vitória Stone Fair: o lado bom e o lado ruim da decisão de ir para SP

Não dá para assistir a tudo de braços cruzados: o Estado precisa se movimentar para construir uma infraestrutura competitiva para o turismo de eventos

Publicado em 02 de Fevereiro de 2024 às 01:00

Públicado em 

02 fev 2024 às 01:00

Colunista

Vitória Stone Fair
A Vitória Stone Fair é realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra Crédito: Divulgação
decisão de, a partir do ano que vem, realizar a  Vitória Stone Fair em São Paulo — com novo nome:  Marmomac Brazil  — causou surpresa e comoção por promover uma mudança drástica no calendário de eventos capixaba. A feira do setor de rochas ornamentais é tão  tradicional no Espírito Santo que imaginá-la em outro lugar era algo bastante improvável.
Mas como nada está escrito em pedra, os organizadores perceberam que a ida para São Paulo seria uma forma de acompanhar as transformações do setor, buscando novos públicos e ampliando significativamente os negócios.  A primeira edição da feira fora do Espírito Santo será realizada entre 18 e 20 de fevereiro de 2025 no Anhembi, um dos maiores centros de convenções da América Latina. A visibilidade, tudo leva a crer, será bem maior.
O lado bom, portanto, é a expectativa de fortalecimento do setor, o que beneficia o próprio Espírito Santo, o maior exportador e o principal produtor de rochas ornamentais do Brasil. É preciso buscar novas oportunidades, e estar em São Paulo, onde tudo acontece, pode ser o caminho.
 Neste ano, aproximadamente 1,5 mil profissionais estiveram envolvidos na instalação dos estandes no Pavilhão de Carapina. Mais de 100 profissionais atuam nos serviços diretos do evento.
O Sindicato das Empresas de Organização, Promoção e Infraestrutura para Eventos (Sindiprom-ES) e o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau estimam que  a Vitória Stone Fair movimente até R$ 25 milhões na cadeia produtiva. E pode chegar a representar de 5% a 8% do faturamento dos negócios de algumas empresas.
O turismo de negócios, no Espírito Santo, padece entre expectativas e realidade. Pela posição estratégia do Estado no mapa brasileiro, o potencial é gigantesco, mas ainda falta infraestrutura. A própria organização da feira afirmou que, em dois ou três anos, com a inauguração do novo Pavilhão de Carapina, a Vitória Stone Fair pode voltar ao Espírito Santo, ou assumir um caráter itinerante.
Em novembro, após o leilão do Pavilhão de Carapina fracassar,  o governo estadual anunciou que vai fazer um centro de convenções no local com recursos próprios. A inauguração está prevista para o final de 2026.
A decisão de ir para São Paulo merece contar com a torcida de todos, porque o sucesso da feira fora do Espírito Santo representa o sucesso de um setor importante para a economia capixaba. Mas não dá para assistir a tudo de braços cruzados: o Estado precisa insistir na construção de uma infraestrutura competitiva para o turismo de eventos, sob risco alto de continuarmos perdendo oportunidades.

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