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Divulgação/Hippocampus
Peixe ornamental

Agro do ES inova com criação exótica de cavalo-marinho para exportação

Negócio incubado pela Ufes tem investido em tecnologia para produzir os bichinhos de água salgada em cativeiro e espera um dia transportar os animais aos EUA e ao mercado chinês

Siumara Gonçalves

Repórter de Economia

sfgoncalves@redegazeta.com.br

Publicado em 28 de Dezembro de 2020 às 18:26

Publicado em

28 dez 2020 às 18:26
Cavalo-marinho
Cavalo-marinho ornamental é criado em tanque com foco no mercado dos EUA e chinês Crédito: Divulgação/Hippocampus
Eles cabem na palma da mão e parecem ter saído de um desenho animado por suas cores fortes e alegres. Peixes de água salgada, os cavalos-marinhos têm sido alvo de pesquisas de tecnologia no Espírito Santo com a intenção de inovar a atividade de espécies ornamentais e ampliar as possibilidades para o agronegócio capixaba.
Em Aracruz, uma startup incubada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) criou um negócio exótico com a intenção de produzir para exportação esse bichinho, que encanta por sua beleza. No litoral Espírito Santo, o bichinho marítimo vive a profundidades superiores a 8 metros em corais, principalmente. É raro ver um desses por aí.
Cavalo-marinho
Cavalo-marinho: bichinho é típico de água salgada Crédito: Divulgação/Hippocampus
O diretor do Hippocampus, Maik da Hora, conta que a ideia nasceu enquanto ele estava na faculdade. Além disso, a expertise que adquiriu trabalhando em uma empresa que produzia e vendia animais aquáticos ornamentais ajudou no processo de formatação. Foi no período em que estava nesse emprego que desenvolveu técnicas para cultivo de cavalos-marinhos.
"Depois saí da empresa e fui fazer o mestrado na Ufes e doutorado em Santa Catarina, na área de aquicultura de organismos ornamentais marinhos. No meio disso tudo, há quase três anos, foi quando a Hippocampus começou", lembra.
O investimento inicial para fundar a startup veio do projeto Sinapse da Inovação, do Sebrae e da Fundação Certi. "Paralelo a isso, fomos aprovados no IncubaUfes e entramos também para a TecVitória. A partir desse ponto, desenvolvemos uma parceria com o Departamento de Oceanografia da Ufes, em Aracruz, para fazer uma base oceanográfica no local", explica Maik.
Os bichos ficam em espécies de aquários que têm entre 50 e 500 litros de capacidade. Eles mudam para os tanques maiores quando crescem. 
Atualmente, seis pessoas trabalham na startup e a produção para comercialização no mercado está prevista para ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2021. Os animais marinhos serão vendidos no mercado interno e externo.
"Vislumbramos o potencial dos dois mercados, mas principalmente os Estados Unidos por serem mais perto e a logística de transporte ser mais fácil. Além disso, eles são um dos maiores mercados consumidores de aquarismo. Também temos a pretensão de chegar até a China, mas para isso ainda precisamos fazer um estudo mais detalhado e será quando a empresa estiver mais estabelecida no mercado"
Maik da Hora - Diretor do Hippocampus
A produção dos cavalos-marinhos é parecida com a de outros peixes ornamentais. Os animais ficam divididos de acordo com a idade e o tipo de cuidado que tem que ser tomado em cada fase. Com o passar do tempo, eles são mudados de aquário ou tanque. Além disso, é preciso ter todas as preocupações fitossanitárias para que eles não peguem doenças e morram.
"Queremos que o cavalo-marinho seja o principal produto, mas vamos seguir também a demanda do mercado. Porque ele está ligado à moda e pode ser que em um primeiro momento ele seja o mais procurado e depois outro tipo de peixe ornamental", aponta Maik.

SOBRE OS CAVALOS-MARINHOS

Os cavalos-marinhos da espécie Hippocampus são nativos da costa brasileira e podem ser encontrados ao longo de todo o litoral do país. Eles gostam de áreas arenosas ou lodosas, com recifes ou corais, em profundidade que podem variar de 8 a 45 metros. O cardápio preferido desses indivíduos é composto basicamente de microcrustáceos. 
Atualmente, a retira desses animais da natureza é crime. O bichinho está classificado, pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), como espécie vulnerável.
Durante a "Operação Poseidon", no Rio de Janeiro, nome dado em homenagem ao deus dos mares da mitologia grega, realizada em outubro deste ano, duas pessoas foram presas e mais de 100 animais apreendidos. De acordo com agentes da Polícia Civil, espécies marinhas estavam sendo capturados em Marataízes, no Espírito Santo, e vendidos ilegalmente na capital fluminense.
Cavalo-marinho criado pela starup Hippocampus
Cavalo-marinho criado pela Hippocampus Crédito: Divulgação/Hippocampus

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