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"Curupira"

Operação do MP mira desmatamento e tráfico de madeira no ES

O objetivo é desarticular um grupo que praticava crimes ambientais de desmatamento e tráfico de madeira nativa no Noroeste do ES; 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos

Publicado em 05 de Março de 2021 às 09:41

Vinicius Zagoto

Publicado em 

05 mar 2021 às 09:41
MPES deflagra operação contra desmatamento e tráfico de madeira no Noroeste do ES
MPES deflagra operação contra desmatamento e tráfico de madeira no Noroeste do ES Crédito: Divulgação/MPES
Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deflagrou nesta quinta-feira (4), no Noroeste do Espírito Santo, a "Operação Curupira”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que praticava crimes ambientais de desmatamento e tráfico de madeira nativa. A ação foi realizada nos municípios de ColatinaGovernador LindenbergMarilândia e Vila Valério.
Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, serrarias e em algumas empresas do ramo de móveis e construção civil, que adquiriam madeira nativa, sabendo que o produto era fruto de crime ambiental.
A investigação foi iniciada em 2019, após o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) ter elaborado, a pedido do MPES, um relatório indicando que uma grande área de floresta nativa da Mata Atlântica, em Governador Lindenberg, estava sendo alvo de sucessivos cortes de madeira nobre, como jequitibá e peroba.
Foram identificadas diversas trilhas abertas no meio da mata preparadas para o tráfego de caminhões. Na época, 63 pontos de corte foram identificados pelo órgão ambiental, o que equivaleria a um montante de R$ 340 mil a R$ 1 milhão, no mercado de madeira.
MPES deflagra operação contra desmatamento e tráfico de madeira no Noroeste do ES
MPES deflagra operação contra desmatamento e tráfico de madeira no Noroeste do ES Crédito: Divulgação/MPES

ENVOLVIDOS NA AÇÃO

Participam da operação dois promotores de Justiça, 12 agentes do Idaf, 30 policiais militares da Polícia Ambiental, 28 policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além do 8º Batalhão da Polícia Militar, por meio do Serviço Reservado.
Segundo o MPES, a apuração dos fatos seguirá com a análise dos documentos apreendidos, de mídias e de dispositivos móveis, bem como oitiva de pessoas.

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