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Agricultura

Pimentão, tomate e inhame cultivados em Vila Velha vão para todo o país

A região de Xuri, no município canela-verde, possui cerca de 30 propriedades dedicadas ao cultivo de tomate, pimentão e inhame

Publicado em 09 de Julho de 2025 às 13:33

Nicoly Reis

Publicado em 

09 jul 2025 às 13:33
Sante Jovane Lorezon, produtor rural de Vila Velha
Almir Lorenzon, produtor rural de Vila Velha Crédito: Vitor Jubini
Com 54% do seu território situado na zona rural, Vila Velha vem se destacando no cenário agrícola capixaba. A região de Xuri, por exemplo, possui colheitas expressivas de pimentão, tomate e inhame durante o período entre fevereiro e agosto. E os cultivos estão ultrapassando os limites do Espírito Santo e chegando a outras regiões do país, como o Sul e o Nordeste.
A Fazenda Sonho Meu, do produtor rural Sante Jovane Lorenzon Filho, é um exemplo dessa produção em ascensão: 14 hectares de sua propriedade são destinados à produção desses três alimentos. Só o plantio de pimentão, iniciado no começo de abril, deve render cerca de 250 toneladas. Já a estimativa para o tomate é de 300 toneladas; e, para o inhame, 160 toneladas.
Segundo Sante, o futuro do cultivo na região é promissor, mas ele alerta que a produção exige alto investimento e dedicação constante. “É preciso muito cuidado e conhecimento técnico para lidar com esses alimentos, porque eles são muito sensíveis à temperatura e a pragas”, afirmou. O produtor lembrou, também, os desafios que enfrentou nos dois últimos anos, quando a infestação de pragas reduziu pela metade a sua produção de tomate. Este ano, no entanto, ele conseguiu reestruturar a lavoura.
Eu fui criado na cultura do tomate e acompanho a produção desde 2010. Nossa produção anual é de aproximadamente 150 mil pés, considerando esses três tipos de alimentos. Exportamos principalmente para as regiões Sul e Nordeste do Brasil
Sante Jovane Lorenzon Filho - Produtor rural 
Outro produtor que aposta na força da agricultura local é Almir Lorenzon, da Fazenda Bem Pertim. Ainda com foco no abastecimento interno, ele destina sua colheita para a Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa-ES) e para o comércio próprio. Almir apontou que uma das principais dificuldades enfrentadas pelos agricultores é lidar com os efeitos das mudanças climáticas, como ondas de calor e chuvas intensas. Ainda assim, acredita no crescimento do setor.
Vila Velha tem tudo para se consolidar como um dos maiores polos de produção de tomate e outros alimentos no Espírito Santo
Almir Lorenzon - Agricultor
Ainda de acordo com os produtores, a plantação na área rural de Vila Velha apresenta uma vantagem significativa devido à sua topografia plana. Isso permite que máquinas sejam utilizadas de forma eficiente nas lavouras, agilizando a manutenção do plantio e reduzindo a necessidade de mão de obra.
Almir Lorenzon, produtor rural de Vila Velha
Almir Lorenzon, produtor rural de Vila Velha, é um dos fornecedores de produtos para a Ceasa-ES Crédito: Vitor Jubini

Suporte aos agricultores

Apesar do otimismo, os produtores relatam que ainda não recebem apoio direto do Estado. No entanto, acreditam que, agora que Vila Velha conta com uma Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap), o município estará mais presente nas lavouras.
A Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap) informou, em nota, que criará o Complexo do Agro, que será implantado na zona rural e oferecerá serviços como patrulha mecanizada, abertura de estradas vicinais e apoio técnico. Além disso, estão prevendo a criação de uma estufa e de um viveiro municipal, com distribuição de mudas e fertilizantes orgânicos. A previsão, segundo a Semap, é que essas ações devem entrar em funcionamento a partir do segundo semestre de 2025.
O bom momento da agropecuária no município acompanha uma tendência do Estado. Em fevereiro deste ano, o Espírito Santo registrou desempenho positivo em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A agropecuária foi responsável pela criação de 563 vagas com carteira assinada no mês, ficando atrás apenas dos setores de serviços (4.234), comércio (669) e construção (477), e à frente da indústria (331).
Ainda segundo o levantamento, no primeiro bimestre do ano, Vila Velha registrou um bom desempenho no saldo de empregos, com 641 vagas criadas até fevereiro. Embora tenha ficado atrás da Serra (1.064) e Linhares (692), o município superou Cachoeiro de Itapemirim (454) e Itapemirim (371).

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