A tecnologia rural está cada vez mais próxima do produtor. Isso fica evidente na feira TecnoAgro, realizada em Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo. O evento, que reúne mais de 30 expositores até sábado (19), apresenta soluções que aliam inovação e sustentabilidade, tornando o dia a dia no campo mais produtivo e eficiente.
Entre os destaques em exposição, estão sistemas de irrigação controlados por aplicativo, colheitadeira adaptável ao tipo de café, drone para pulverização em terrenos de difícil acesso e cultivo semi-hidropônico de morangos. A seguir, A Gazeta te convida a conhecer de perto cada uma dessas inovações.
Irrigação controlada pelo celular
Imagine regular a irrigação apenas com um toque do telefone. Essa ferramenta permite que o produtor rural escolha o dia, a hora e a duração da rega com poucos toques no celular. Por meio de sensores conectados por wi-fi ou bluetooth, o sistema detecta também a presença de chuva e interrompe automaticamente o funcionamento, garantindo economia de água e maior precisão na rotina do campo.
Tecnoagro: conheça inovações que movimentam o agronegócio do ES
Para Jean Fontes, especialista agronômico, a ferramenta representa um avanço importante para regiões que enfrentam escassez hídrica ou precisam otimizar o uso dos recursos naturais. "Fazemos uma irrigação mais inteligente. Assim, conseguimos economizar mais água e ter mais assertividade na irrigação", destaca.
Colheitadeira para café arábica e conilon
Outra inovação que chamou a atenção foi a Colheplus, uma colheitadeira ajustável, capaz de se adaptar às diferentes realidades do café arábica e do conilon. O diferencial está na possibilidade de regular a força do equipamento de acordo com o tipo de grão e o espaçamento entre as plantas. Isso torna o processo mais eficiente, especialmente em um cenário de escassez de mão de obra.
“Esse equipamento é automotriz. Ela entra na linha de plantio do café e faz todo o procedimento de retirada dos grãos na planta, fazendo o transbordo para um outro compartimento ”, comentou um Philipe Muller, gerente de acesso ao mercado.
Ele ainda destaca que esse tipo de maquinário é essencial para diminuir o tempo de colheita do plantio: “Você colher um hectare em uma hora gera otimização do trabalho. Com a dificuldade da mão de obra, com esse maquinário nós conseguimos aprimorar as atividades do produtor”, afirma Philipe.
Drones para pulverização
Em propriedades localizadas em áreas montanhosas, como é comum na Região Serrana do Espírito Santo, o uso de drones para pulverização tem se mostrado uma alternativa promissora.
Para Samuel Ferreira, produtor de café em Domingos Martins, o drone agrícola não vai só agiliza a pulverização, mas também pode ser usado como fonte de renda. “As propriedades daqui são bastante montanhosas e de difícil acesso. O drone é uma dica muito boa para quem pensa em estar seguindo com a cultura mais produtiva e, no tempo de parada, a gente vai poder prestar serviço na região para os outros produtores”, ressaltou.
Além de garantir agilidade, os drones ajudam a reduzir o contato direto com defensivos agrícolas e ampliam a área de cobertura em menos tempo.
Cultivo semi-hidropônico de morangos
Voltado para a produção de morangos, o sistema semi-hidropônico consiste no plantio em calhas suspensas preenchidas com substrato e irrigadas por gotejamento. A estrutura permite que os frutos cresçam pendurados, o que facilita o manejo, evita o apodrecimento e economiza água.
“Onde você teria 20 mil plantas produzindo, 10 mil plantas no sistema semi-hidropônico aéreo dão o mesmo resultado”, garante Heini Holler, engenheiro agrônomo.